A partida deste sábado (29) entre Santos e #Palmeiras, às 21h30, na Vila Belmiro, em Santos, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, promete nervos à flor da pele nos bastidores.

Isto porque Modesto Roma Júnior, presidente do alvinegro praiano, tem Alexandre Mattos engasgado há muito tempo em virtude de o diretor de futebol palmeirense antecipar contratações de atletas que eram de interesse do clube santista.

Os dirigentes do time do litoral sul reclamam que Mattos "atropelou" negociações em que os atletas envolvidos estavam, praticamente, fechados com o Santos. A "gota d'água" foi a contratação de Keno, atacante do Santa Cruz que era visto como reforço certo no time de Dorival Júnior, em 2017.

Publicidade
Publicidade

Para ter o atleta de 27 anos, a diretoria do Peixe já havia confeccionado até um pré-contrato e aguardava apenas a assinatura da papelada pelo jogador. Mas o Verdão chegou com tudo durante a negociação e acabou ganhando a concorrência após oferecer melhores valores pelos direitos econômicos e cobrir a proposta salarial feita pelo Santos ao atacante.

O Palmeiras não se mostra nem um pouco incomodado com a acusação de trabalhar de forma antiética no mercado da bola. Os dirigentes alviverdes negaram a denúncia de mau caratismo, feita pelos santistas, e disseram que a opção em jogar no Palmeiras foi do próprio atacante, justificando o projeto que o time de Parque Antarctica tem, para a próxima temporada, com planejamento de resultados a médio prazo.

Além de Keno, os santistas também correm o risco de perder outros dois reforços para os palmeirenses: os meias Hyoran, revelação da Chapecoense, e Alejandro Guerra, meio-campista venezuelano que atua no Atlético Nacional, da Colômbia, campeão desta edição da Copa Libertadores da América.

Publicidade

Hyoran é desejo antigo do Verdão, que sonda o jovem desde o primeiro turno do #Brasileirão quando ambos os times se enfrentaram pelo campeonato. A multa do jogador é considerada alta no mercado para um jogador que ainda é uma promessa, cerca de R$ 21,5 milhões. Mesmo assim, a diretoria palmeirense cogita as possibilidades de sua contratação.

O problema é que não foi apenas a perda destes três atletas, que devem disputar a temporada 2017 pelo time da capital, que geraram a revolta no presidente Modesto Roma. O Santos teve, no passado, a pretensão de contar com Tchê Tchê, contratado do Audax, pelo Palmeiras, ao fim do campeonato estadual de 2016; com o zagueirão Vitor Hugo e com o volante Amaral, que não veste mais a camisa do Palestra Itália.

As tentativas palmeirenses pela contratação de Ricardo Oliveira, quando o atleta estava em negociação para sua renovação com o Peixe, de Thiago Maia e Lucas Lima, somam-se à revolta dos dirigentes santistas.

Com boa relação pessoal com o cartola do Santos, Paulo Nobre afirmou que o caso de Thiago Maia foi uma manobra realizada pelo agente do jogador que, ao oferecê-lo ao Palmeiras, tinha a única intenção de obter um aumento no contrato de seu cliente junto ao time da baixada santista.

Publicidade

Para o presidente palmeirense, as diferenças de Modesto não são com o Palmeiras mas, sim, exclusivamente com Mattos e isto desde os tempos em que o diretor palmeirense trabalhava no Cruzeiro. #PaixãoPorFutebol