Ainda há muita emoção em todos os depoimentos e conversas sobre o acidente de avião que transportava a delegação da #Chapecoense e matou 71 pessoas.

Um dia depois do acidente, porém, as preocupações com o futuro da Chapecoense e de familiares das vitimas começam a ocupar o lugar da emoção.

Na Vila Belmiro, o presidente do Santos, Modesto Roma, em entrevista à emissora de TV do clube, conclamou todos os times brasileiros a emprestarem jogadores à Chapecoense. Roma foi mais longe:

"A Chapecoense não terá despesas com o empréstimo. Não é uma decisão só do Santos. Inicialmente, foi conversado que todos que participam do movimento vão pagar os salários dos atletas que emprestarem para que a Chapecoense não tenha custos."

As famílias

Outros clubes que já aderiram ao movimento, segundo Roma, foram: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Joinville, Coritiba, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, #Botafogo, Atlético-PR e Tupi (da cidade de Juiz de Fora).

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O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, declarou, em entrevista à TV Globo, que considera legítimo todo o movimento para ajudar o Chapecoense, mas, é preciso também lembrar das famílias das vítimas.

"Em sua maioria são famílias recém-formadas ou, até mesmo, mais humildes. Como essas famílias vão sobreviver? Já temos um grupo de times que se propõe a emprestar jogadores sem despesa nenhuma para a Chapecoense. Mas, agora, é preciso também pensar nos familiares.", destaca.

A Libertadores

O Atlético Nacional, que seria o adversário da noite desta quarta-feira, propôs, oficialmente, à Confederação Sul-Americana (Conmebol) que o título da Copa Sul-Americana, que estava em disputa entre os dois, seja concedido à Chapecoense.

Por enquanto, a Conmebol ainda não se manifestou.

O campeão garante vaga direta para a fase de grupos da Libertadores.

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Por isso, o Atlético Nacional, que levou a última Libertadores, abriria uma vaga extra para os colombianos se conquistasse a Sul-Americana. A Conmebol fez esse ajuste para o regulamento de 2017.

Por isso, em um primeiro momento, a Conmebol apenas elogiou o pedido do Atlético Nacional, mas preferiu não confirmar que ele será atendido. Ela precisará ouvir os colombianos antes de oficializar a sua decisão.