Uma das armas mais letais da #Alemanha nos últimos anos pendurou as chuteiras. Aos 38 anos, #Miroslav Klose, o maior artilheiro da seleção alemã, com 71 gols, e de todas as Copas do Mundo, com 16, anunciou a aposentadoria nesta terça-feira (1º). Agora, ele vai trocar os deslizes de joelhos nas comemorações de gols pelas pranchetas. Em comunicado oficial, a Federação Alemã de Futebol (DFB) confirmou que seu início de trabalhos na seleção em um estágio de treinador, onde ajudará a equipe técnica de Joachim Löw.

Mas, antes de se tornar quem é hoje, Klose passou a infância tendo em quem se espalhar. Seu pai, Josef, foi jogador profissional.

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E é justamente por conta do pai que sua história com a Alemanha começa a ser escrita.

Projeção no Homburg e sucesso em Kaiserslautern

Klose nasceu em Opole, uma cidade na Polônia de quase 130 mil habitantes, com grande minoria de alemães étnicos. Aos oito anos, chegou com sua família, como imigrantes, em Kusel, na Alemanha. Por sua ascendência germânica, Klose conseguiu obter a nacionalidade alemã, pôde estudar e frequentou, inclusive, um curso de carpintaria.

O período como estudante durou até os 19 anos, quando abandonou os cadernos para dar lugar ao futebol. Foi no Homburg que sua carreira como profissional teve início, em 1998. Uma temporada foi o suficiente para o jovem atacante chamar a atenção do Kaiserslautern. Por lá, foram 147 partidas e 52 gols. Os bons rendimentos abriram-lhe as portas da seleção.

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Foi convocado pela primeira vez pelo técnico Rudi Völler, em 2001.

Naquele ano, foram dois gols em sete jogos com a camisa alemã, e foi o bastante para Klose disputar a Copa do Mundo de 2002, onde sua história pelo país começou a ser escrita.

Chuva de gols e títulos

Em 2004, foi contratado pelo Werder Bremen, que havia sido campeão alemão. O atacante tinha a missão de substituir o brasileiro Aílton, vendido ao Schalke 04. Após uma chegada cercada de lesões, Klose tornou-se um dos principais jogadores da equipe. Na primeira temporada, marcou 15 vezes. Na temporada seguinte, foi artilheiro da Bundesliga, com 25 gols em 26 jogos. A incrível marca não deixava dúvidas: a próxima Copa do Mundo seria dele.

Dito e feito. No Mundial de 2006, na Alemanha, embora os donos da casa tenham ficado com o terceiro lugar, Klose foi artilheiro da competição com cinco gols. Após a disputa, em 2007, deixou o Werder para acertar com o Bayern de Munique.

Na Baviera viveu seu melhor momento. Conquistou duas Bundesligas, duas Copas da Alemanha e uma Copa da Liga.

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Balançou às redes 53 vezes nas 150 partidas com a camisa do Bayern. Em 2010, disputou mais uma Copa e marcou mais quatro gols. Em 2011, se transferiu para a Lazio. Nos gramados italianos, fez 64 gols em 171 partidas. Já aos 35 anos de idade, se preparava para jogar sua última Copa do Mundo.

Nada de álcool e cigarros, apenas recordes

Em junho de 2014, no último amistoso que fez antes do Mundial de 2014, contra a Armênia, Klose fez o gol de número 69 com a camisa alemã, se tornando, assim, o maior artilheiro história da Seleção Alemã, superando a marca de 68 gols de seu antecessor, Gerd Müller.

Um ano antes, em entrevista ao jornal “De Welt”, o atacante foi questionado sobre como um jogador com sua idade ainda poderia atuar em alto nível. A resposta, surpreendente.

“Eu sempre vivi do futebol, nunca fumei ou consumi álcool de forma exagerada. Bebo uma taça de vinho aqui ou um copo de cerveja ali. Mas muito, muito timidamente. Meus filhos dormem às oito, eles precisam estar de pé antes das seis da manhã porque a escola começa cedo na Itália. Eventualmente eu me acostumei a deitar na mesma hora também. Isso é bom para mim”, disse.

Com isso, Klose chegou voando ao Brasil para a disputa da Copa - e quebrou mais um recorde. Deixou sua marca na goleada sobre os donos da casa por 7 a 1 e se tornou o maior artilheiro de todos os Mundiais, com 16 gols - superando Ronaldo, com 15. Além disso, levantou o caneco de campeão. #Futebol Internacional