Emily Lima, a primeira técnica da história da Seleção Brasileira de Futebol Feminino foi sabatinada pelos jornalistas presentes na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 3 de novembro.

Estilo de jogo

“A missão é fazer tudo diferente de tudo que eu vivi nos meus 25 anos de carreira. Eu vou trazer o que há de melhor e mais moderno para a CBF. Vou pensar muito bem no modelo de jogo que utilizarei, já que no clube tinha as limitações naturais. Na Seleção posso convocar, e tenho, as melhores aletas da atualidade. Dentro disso, vou procurar fazer um jogo bastante ofensivo. A princípio devo usar as duas linhas de quatro por ser mais fácil para a adaptação e não inventar muito.

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Isto sem a posse de bola. Com a posse de bola, o desenho se transforma num quatro-três-três. Venho com a missão de modernizar ao máximo dentro das peças convocadas. Gosto muito do jogo apoiado com aproximação. Acredito que o futebol praticado na Europa é o mais vistoso e competitivo no momento e vou me espelhar nele para alcançar os resultados.”, declarou Emily.

Mulher como treinadora

A nova treinadora ainda acrescentou: “Eu não acredito que o futebol mude com mulher ou sem mulher. Acho que é preciso estar capacitado para o cargo que está sendo proposto. Terei uma relação diferente com as meninas. A gente usa da psicologia, que elas tenham um pouco mais de abertura com uma mulher. Eu mesmo, como jogadora, me senti um pouco mais tranquila e aberta para a troca de ideias. Mas vejo a única mudança fora de campo, e me propus trazer uma “coaching” esportiva mulher para nos auxiliar”.

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Renovação na Seleção

“Ainda acredito que a Marta e a Cristine fiquem neste ciclo olímpico de quatro anos. Quero conversar também com a Formiga, porque acredito que ela também pode aguentar. Apostarei na renovação, mas com calma e cautela”.

Troca de ideias com Tite

“Desde quando o Tite estava no Corinthians, pretendia estagiar com ele. Eu o admiro muito pessoalmente e profissionalmente. Uma das primeiras perguntas que fiz ao presidente da CBF é se eu poderia trocar ideias com o Tite. Agora um pouco mais próximo, eu espero poder ter contato com ele para engrandecer o meu trabalho e o realizado na nossa Seleção Feminina”.

Emily revelou ainda que se surpreendeu ao ser chamada para ser a treinadora, principalmente porque havia acabado de perder o título da Copa do Brasil, dirigindo o São José. Questionada, a treinadora informou que sempre teve vontade de treinar um time de homens, e que quase participou da preparação do São José para a Copa São Paulo de Juniores, mas que agora o pensamento é único e exclusivamente para a Seleção.

O primeiro desafio de Emily frente à Seleção será em dezembro, no Torneio Internacional de Manaus. #FutebolFeminino #SeleçãoBrasileira #Emily Lima