Ainda não é possível saber se foi uma boa ou uma má notícia para a Portuguesa de Desportos a falta de lances no leilão de parte do terreno em que está construído o Estádio do Canindé, realizado hoje, 18. Num primeiro momento a situação pode favorecer o clube a traçar uma estratégia para manter o seu patrimônio. Porém, se o clube não conseguir os valores devidos para pagar os credores, a situação da #Lusa pode ficar insustentável.

O mico do leilão

O anúncio do leilão do Canindé agitou o futebol paulista quando foi anunciado no caderno de classificados do jornal O Estado de S.Paulo. A venda foi marcada pelo Tribunal de Trabalho da 2ª Região de São Paulo e se deu após o clube não conseguir sanar as dívidas trabalhistas de 248 processos de ex-atletas e ex-funcionários.

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Determinou-se o lance mínimo em R$ 74,1 milhões, ou seja, 60% do valor de avaliação, que foi determinado em R$ 123,5 milhões.

Na véspera do leilão os advogados da Portuguesa tentaram e não conseguiram adiá-lo. Os representantes jurídicos do clube contestaram que o valor mínimo era muito abaixo do real. Na avaliação do clube, o valor mínimo é de R$ 350 milhões.

Mesmo com 600 interessados cadastrados para participar do leilão, ninguém chegou a dar um lance.

É preciso salientar que não é todo o terreno em que o Estádio do Canindé está localizado que iria a leilão. Na verdade, a área ofertada mede cerca de 42 mil m² e representa apenas uma parte do local. O problema é que uma outra área de 55 mil m² pertence à Prefeitura de São Paulo e a Portuguesa a utiliza em regime de comodato. Para azar da Lusa, há informações de que a própria prefeitura deseja vender esta parte também.

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Clube quer negociar

Como o leilão “gorou”, a Justiça deverá determinar uma nova tentativa de negociação para fevereiro de 2017. Enquanto isto, a direção da Portuguesa de Desportos tentará um novo acordo para o pagamento das dívidas. Em contrapartida, os credores também devem buscar a Justiça para receber os valores devidos antes da nova data. O presidente da Lusa, Leandro Teixeira Duarte, afirmou que pretende aproveitar o prazo para um próximo leilão para renegociar e propor um novo acordo para as dívidas. “Uma parceria imobiliária seria uma saída, a longo prazo, e poderia fazer parte do acordo", disse. Gislaine Nunes, advogada da maioria dos credores, não acredita num acordo, principalmente porque outros já foram feitos e nunca cumpridos, o que acabou azedando a relação e a credibilidade da Lusa com àqueles a quem o clube deve. #FutebolBrasileiro #EstádiodoCaninsé