O #Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos divulgou nesta quarta-feira (9) que a Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e decidiu manter presos os 30 torcedores corintianos que estão detidos desde o dia 23 do mês passado, quando foram acusados de agredir policiais militares que trabalhavam no Maracanã para a partida entre Flamengo e Corinthians. Os advogados dos torcedores entraram com pedido de habeas corpus, mas este foi negado pela justiça. Um outro integrante do grupo de agressores, por ser menor de 18 anos, está internado num abrigo carioca aguardando audiência com um juiz da Vara da Infância e da Juventude.

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Os torcedores presos no RJ são acusados de cinco crimes, entre eles estão lesão corporal, associação para a prática de crime e resistência à prisão, promover tumulto, praticar ou incitar a violência, além de fornecer fogos de artifício para criança ou adolescente com o potencial de provocar danos. Os três primeiros crimes estão previstos no Código Penal, sendo o quarto no Estatuto do Torcedor e o último se aplica ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Os advogados dos acusados argumentam que não existem provas do envolvimento deles nos incidentes, mas a justiça entende que as fotografias e o vídeo disponível das agressões dos torcedores contra os policiais mostram com clareza a participação dos acusados nos delitos. Ao justificar a decisão de manter presos os 30 elementos, a juíza Juliana Leal de Melo argumentou que nesse momento a liberdade dos acusados colocaria em xeque a credibilidade do Poder Judiciário.

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Além disso, como o Brasileirão 2016 está em andamento, nada impediria que esse grupo de pessoas, posto em liberdade, fosse realizar os mesmos delitos que resultaram nas suas prisões.

Os acusados estão detidos no Complexo Penitenciário de Bangu, localizado na zona oeste do Rio de Janeiro. Quando ocorreu o confronto entre torcedores e policiais militares no Maracanã, 64 pessoas chegaram a ser levadas para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, mas apenas 30 acabaram sendo autuadas em flagrante por lesões corporais. #Ministério Público #Corinthians