Passadas pouco mais de 24 horas do acidente aéreo que vitimou jogadores da Chapecoense e jornalistas da Globo e da Fox que estavam indo para a Colômbia em virtude da final da Sul-Americana, esse tem sido o principal assunto da mídia brasileira e internacional. Homenagens de clubes, entidades e governos do mundo inteiro às vítimas, além de buscar um forma de colaborar para que a #Chapecoense possa se recuperar dessa tragédia.

Mas paralelamente a esse clima de comoção e solidariedade existem muitas especulações para as causas do acidente que vitimou tantas pessoas. Muito se falou em pane elétrica, alguns chegaram a considerar a possibilidade de a aeronave ter enfrentado uma tempestade quando se aproximava de Bogotá, outros ainda entendem que possa ter havido uma falha humana, um erro de procedimento do piloto da Lamia, empresa proprietária do avião que transportava a delegação da Chapecoense.

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Entre os que atribuem responsabilidades ao piloto do avião está o diretor da Aviação Civil da Colômbia, Alfredo Bocanegra. Ele estranhou que gravações de áudio entre o piloto da aeronave e a torre de controle de Bogotá, em momento algum o profissional declarou que estava numa situação de emergência. Bocanegra acredita que o piloto do Lama tenha evitado esse procedimento até o último momento em função das penalidades futuras que poderia enfrentar.

Em entrevista à rádio colombiana Caracol o diretor de Aviação Civil explicou que o #Lamia solicitou à torre de controle prioridade para a aterrizagem, pois no momento havia outro avião, o Viva Colômbia, taxiando na pista (fazendo manobra para decolar). Alfredo Bocanegra acrescentou que se o piloto da Lamia tivesse manifestado sua situação de emergência a aterrizagem da aeronave teria sido autorizada imediatamente.

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De acordo com Bocanegra, para essas siituações existe a linguagem universal ou o famoso " may day, may day", que não foi utilizado pelo piloto que optou pela condição de prioridade.

O diretor da Aviação Civil da Colômbia explicou que existe uma norma estabelecendo que os aviões devam viajar com uma cota de 20% excedente de combustível para evitar que ocorra uma tragédia como a que vitimou a delegação da Chapecoense. Bocanegra disse ainda que por razões econômicas, algumas companhias aéreas preferem utilizar o abastecimento do combustível no limite para diminuir custos. #Resenha Esportiva