Ontem à noite o Corinthians deu um passo importante na luta pela classificação ao G-6 vencendo o Internacional no Itaquerão por 1x0. Mas a euforia do torcedor pelo resultado dentro de campo contrastou nesta terça-feira (22) com uma ação fora das quatro linhas que atinge em cheio o presidente #Roberto de Andrade, pois um grupo de conselheiros protocolou junto ao Conselho Deliberativo do clube um pedido de #Impeachment do atual mandatário corintiano.

A ação dos conselheiros tem como origem uma matéria da Revista Época de outubro passado dando conta de que Roberto de Andrade teria assinado seu nome na lista de presença do fundo de investimentos responsável pela administração da Arena Corinthians em 5 de fevereiro de 2015.

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A irregularidade consiste no fato de que o mandatário corintiano teria se identificado como presidente do clube, embora tenha sido eleito para o cargo apenas dois dias depois. Isso configura falsidade ideológica.

Roberto de Andrade também assinou o contrato de parceria com a Omni, empresa que administra o estacionamento da Arena #Corinthians, como se fosse presidente eleito do clube. No entanto, a eleição ocorreu 27 dias após a assinatura desse compromisso.

A partir de protocolado o pedido de impeachment do presidente corintiano no Conselho Deliberativo, Guilherme Strenger, presidente do Conselho, deverá analisar o documento e a partir disso terá cinco dias para encaminhar ou não o caso para o Comitê de Ética do Corinthians.

A assinatura irregular do mandatário corintiano no contrato com a Omni repercutiu também junto a polícia.

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No mês passado, o ex-deputado e conselheiro corintiano Romeu Tuma Júnior fez um pedido de investigação a respeito do caso que foi atendido pelo delegado Roberto Tadeu Sampaio Lopes, titular da 52º Delegacia de Polícia de São Paulo. Roberto determinou a abertura de inquérito para investigar as denúncias de fraude na ata da Arena Corinthians. A investigação ainda está em andamento.

Após a divulgação do pedido de impeachment protocolado por alguns conselheiros corintianos, o presidente Roberto de Andrade foi procurado pela imprensa para se manifestar a respeito, mas preferiu se manter em silêncio até que seja chamado para fazer sua defesa.