A semana começou com uma notícia triste para o esporte nacional: a #cbb, Confederação Brasileira de #Basquete, foi suspensa pela Fiba (Federação Internacional de Basquete) de todas as competições internacionais.

Segundo a federação, a CBB precisa de uma “reestruturação” e não está cumprindo completamente suas obrigações como uma federação nacional da Fiba.

Com essa decisão, Flamengo e Bauru estão fora da Liga das Américas, principal torneio sul-americano que dá vaga ao mundial de clubes.

A suspensão da CBB já deveria ter acontecido antes da #Olimpíada, mas seria estranho o país sede ficar fora da competição por problemas extraquadra.

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Então, foram feitas negociações e o Brasil participou do basquete olímpico normalmente.

Não à toa, a participação do esporte (que já foi bicampeão mundial) nos Jogos do Rio foi a pior da história da competição. Foram 12 jogos, entre masculino e feminino, e somente duas vitórias com os homens. As mulheres perderam todos os jogos.

Infelizmente essa rotina de falta de pagamentos e investimentos adequados no esporte, escândalos, desconfianças e investigações de corrupção e mau uso do dinheiro, público ou não, é muito frequente por aqui quando o assunto é confederação nacional de algum esporte.

A CBF, no futebol, passou recentemente por isso e teve até um presidente (José Maria Marin) que foi preso por escândalos de corrupção na gestão do órgão. A CBV, no vôlei, também já foi acusada de problemas com o patrocínio master do esporte e investigada por isso.

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Isso sem falar da CBDA, Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, que teve, há cerca de um mês, o seu presidente, Coaracy Nunes, e mais três dirigentes afastados dos cargos pela 21ª Vara Federal Cível de São Paulo por fraudes em licitação, superfaturamento e desvio de dinheiro.

Isso só para citar algumas, já que diversas outras confederações nacionais já tiveram algum tipo de acusação desse tipo.

Por essas e outras é que estamos bem longe de sermos uma potência mundial no esporte. Tivemos a melhor participação brasileira em uma Olimpíada, mas isso só serve para jogar para debaixo do tapete os diversos problemas dos nossos esportes que poderiam estar muito melhores.

Aqui, onde tem dinheiro fácil, a corrupção impera. É uma cultura entre os gestores brasileiros. Seja na política ou no esporte. Seja dinheiro público ou privado, dirigentes e administradores dão a ele vários destinos, menos o certo.