O técnico Ricardo Gomes está à frente da comissão técnica do tricolor paulista pela segunda vez em sua carreira e enfrenta um momento bastante idêntico ao que viveu em junho de 2009, quando o finado Juvenal Juvêncio o contratou para a vaga deixada por Muricy Ramalho. Naqueles tempos o São Paulo tinha sido eliminado da Libertadores, nas quartas de final, e no Brasileirão estava tal qual atualmente, lutando para não ser rebaixado.

Ao assumir a equipe na 16ª posição na tabela e colocá-la em condições de disputar a Copa Libertadores de 2010, terminando o Campeonato Brasileiro em 3º lugar, o ex-jogador são-paulino deu esperanças aos torcedores de que a história seria prazerosa com ele no comando.

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Mas não foi bem assim que as coisas terminaram.

Em fevereiro do ano seguinte, logo após ser derrotado pelo Palmeiras em uma partida do Campeonato Paulista, Gomes teve de se afastar do comando do tricolor, por três semanas, em virtude de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), e não assistiu a estreia dos seus comandados contra os colombianos do Once Caldas, pela Libertadores daquele ano.

Quando retornou, acabou desclassificado do campeonato estadual pelo Santos, na semifinal do torneio e, então, voltou o foco totalmente à disputa do campeonato sul-americano o que, consequentemente, resultou em uma campanha fraca no Campeonato Brasileiro.

Priorizar a Libertadores de 2010 em detrimento do Brasileirão não rendeu lucro algum a Ricardo Gomes; embora tenha chegado à semifinal, o São Paulo acabou eliminado pelo Internacional, de Porto Alegre, e o técnico foi demitido, cedendo a vaga a Sérgio Baresi.

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A história, desta vez, não deve e nem pode se repetir. Por isso a diretoria do tricolor, sem pretender se endividar para realizar contratações milionárias no mercado da bola, está de olho no "celeiro" das promessas de Cotia, ideia implantada nos anos 80 e que rendeu excelentes frutos ao clube do Morumbi.

Das categorias de base, Lucas Fernandes, Luiz Araújo e Pedro, ambos com 20 anos de idade, e David Neres, com 19, devem permanecer nos planos de Ricardo Gomes para a temporada 2017 e tem o aval do diretor executivo do tricolor, Marco Aurélio Cunha.

Os reforços deverão atuar em conjunto com jogadores mais experientes, como o atacante Wellington Nem e o meia Cueva, assim como aconteceu em meados dos anos 80 quando o time do São Paulo ganhou a alcunha de "Menudos do Morumbi", sob o comando do técnico Cilinho. Chamado de "Esquadrão Imortal" nos dias de hoje, a estratégia foi colocar em campo os então garotos Muller, Silas, Sidney e Nelsinho, com os veteranos Careca, Darío Pereyra e Pita.

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A tentativa de reforçar o time com pratas da casa não é nenhuma novidade no CCT da Barra Funda. Nos anos 90 o tricolor do Morumbi apresentou ao #Futebol brasileiro o "expressinho", tendo nomes como os de Denilson e o goleiro Rogério Ceni no elenco. Dez anos depois surgiram Júlio Baptista e Kaká.

Marco Aurélio Cunha não vê a estratégia como uma repetição mas como uma forma de aproveitar as boas peças disponíveis, já que o São Paulo não tem por intensão "comercializar" suas promessas.

Felizes com a oportunidade, os jovens jogadores acreditam que vão colaborar para tirar o São Paulo da situação em que se encontra, recolocando o tricampeão mundial na liderança. #São Paulo FC #PaixãoPorFutebol