O esporte considerado agressivo por conta do alto contato entre os jogadores anda atraindo cada vez mais pessoas, em especial, as mulheres.

Segundo a Sudamérica Rugby, o Brasil é o país com a maior participação feminina no esporte em todo o continente sul-americano com 2.567 atletas, 83 treinadoras e 47 árbitras. Segundo divulgado no site da entidade, ao todo são 47 mil mulheres no país ligadas a categoria. A pesquisa ainda mostrou que existem 10,5 mil jogadoras no continente sul-americano, evidenciando o crescimento do esporte.

"Cada vez mais mulheres estão praticando o #Rúgbi porque estão tendo a oportunidade de conhecer e tentar o esporte”, comenta Isadora Cerullo, 25, jogadora da Seleção Feminina Brasileira.

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“É um esporte que faz a mulher se sentir forte, corajosa e capaz. Além disso, dentro e fora do campo, cada mulher que joga tem uma família de rugbiers que a apoia sempre".

O companheirismo e parceria entre os jogadores da modalidade atraem cada vez mais pessoas, em especial as mulheres, que buscam a proteção e suporte que, muitas vezes, não encontram na família.

Preconceito

Por ser um esporte com bastante contato, considerado violento por muitos, as mulheres que o praticam são, muitas vezes, rotuladas com estereótipos que afetam sua feminilidade. “Várias vezes recebemos perguntas sobre ‘ainda ser mulher’ ou ‘como mantemos nossa vaidade’ enquanto jogamos rúgbi”, lamenta Isadora.

Apesar de ainda existir bastante preconceito, várias barreiras estão sendo quebradas. A valorização da força e alta capacidade do corpo feminino estão sendo explorados pela mídia e ajudam a mudar a crença que a mulher é frágil e não deve jogar esse esporte de alto contato.

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“Já tivemos mais problemas com isso no passado. Com o tempo conseguimos conquistar nosso espaço e nossos resultados nos ajudaram a mostrar que não estamos aqui apenas para jogar um esporte masculino, mas porque a gente gosta de jogar rúgbi”, explica a também jogadora da Seleção Feminina de Rúgbi, Beatriz “Baby” Futuro.

“Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas entendo que a nossa sociedade não contribui muito para esse pensamento”, completa.

Além do preconceito que existe com as mulheres que praticam o rúgbi, o esporte em si sofre críticas por ser tão agressivo. Segundo o InfoGráfico realizado na Copa do Mundo de Rugby de 2011, dos 60 aos 80 minutos de jogo, as lesões correspondiam um total de 33% da partida.

O jogador amador de rúgbi Eduardo de Souza, 19, comenta que não somente no meio feminino, mas no masculino também existe certo receio em praticar o esporte. Ele atribui isso por conta das lesões e que para se ter um alto desempenho exige uma grande disciplina no treinamento físico.

Para ele, nada impede as mulheres de praticarem e viverem o rúgbi. Porém é natural na cultura brasileira que a procura feminina seja mais amena por conta do contato agressivo. #Olimpíadas #Rugbifeminino