Segundo resultados preliminares de uma investigação, as autoridades colombianas informaram que o #avião que transportava a delegação da #Chapecoense e jornalistas, que se acidentou na madrugada da última terça-feira (29), estava sem combustível. Das 77 pessoas a bordo, apenas 6 sobreviveram – sendo 3 jogadores, e continuam internadas. O time jogaria na última quarta-feira (30) a partida de ida da final da Copa Sul-Americana.

As autoridades chegaram a essa conclusão por conta da ausência de combustível ao checar os destroços da aeronave. Diante das evidencias de pane seca, o Secretário de Segurança Aérea da Colômbia, Freddy Bonilla, disse que foi iniciada uma investigação para saber o motivo do avião estar sem combustível.

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A tese é reforçada por um áudio divulgado pela imprensa colombiana que revela a conversa de um dos pilotos pedindo prioridade à controladora de trafego aéreo para pousar. Ele alegava falta de combustível e pane elétrica. As investigações também apontam que a aeronave tinha combustível apenas para percorrer a distância entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Medellín. Ou seja, em uma eventual emergência, a aeronave não conseguira ficar por mais tempo no ar ou se deslocar para outro aeroporto.

Uma funcionária do aeroporto de Santa Cruz chegou a alertar o piloto sobre a insuficiência de combustível e pediu para que ele mudasse o plano de voo. O piloto insistiu e seguiu viagem. De acordo com a legislação da Bolívia, um avião é obrigado a ter combustível suficiente para chegar a seu destino, a um aeroporto alternativo e mais 45 minutos de voo.

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O Secretário de Segurança da Colômbia explicou ainda como, apesar da gravidade do #Acidente, 6 pessoas conseguiram sobreviver. Segundo ele, o avião já estava em baixa velocidade quando bateu na montanha, cerca de 250 quilômetros por hora. O primeiro impacto foi com a cauda no topo da montanha, onde foram achados sobreviventes. Depois, as asas e a cabine deslizaram morro abaixo.

Na última vez que foi identificado pelos radares, o avião estava a 9 mil pés, abaixo da altitude mínima permitida, que é de 10 mil pés. As caixas pretas, que já foram recuperadas, revelação o motivo pelo qual o piloto estava na altitude incorreta.