O péssimo ano do #Corinthians no futebol é reflexo da crise política que se instalou no clube e se intensificou ao longo do ano. Os resultados dentro das quatro linhas não vieram, o torcedor ficou frustrado e, pra piorar, a perspectiva não é das melhores para o ano que vem.

ENTENDA:

Para fazer um breve resumo, tudo se deu início no ano passado. No entanto, a crise se instalou quando descobriram a presença de assinaturas de Roberto de Andrade em diversas atas de reuniões com a Odebrecht sobre a Arena Corinthians com datas anteriores à sua eleição, em fevereiro de 2015.

Depois, Roberto de Andrade também fraudou um outro documento, que decidiu pela contratação da Omni, parceira do clube em outras áreas, para administrar o estacionamento da Arena.

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Tais ações podem ser consideradas como crime de falsidade ideológica.

Agora, foi instaurado um processo de impeachment contra o presidente, num julgamento que pode durar até dois meses. O artigo 104 diz que o impeachment pode acontecer em caso de prejuízo ao patrimônio ou imagem do time.

QUEM PERTENCE À CHAPA:

Roberto de Andrade sofre grande pressão interna. Apoiaram a eleição do dirigente, os vice-presidentes da chapa André Luis Oliveira e Jorge Kalil, além do ex-presidente corintiano Andrés Sanchez.

JORGE KALIL

Um dos vice-presidentes do clube, Kalil pediu afastamento por dois meses nos últimos dias. Ele diz que é contra o processo de impeachment, mas hoje é considerado como um grande nome da oposição dentro do clube, após ter discutido com um diretor de nome não revelado.

ANDRÉS SANCHEZ

O ex-presidente do Corinthians apoiou Roberto de Andrade, mas anda afastado do clube.

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Andrés será julgado pelo Superior Tribunal Federal acusado de sonegação fiscal em uma empresa familiar. Além disso, em novembro, Andrés também foi incluído nas investigações da Operação Lava Jato por corrupção passiva.

ANDRÉ LUIS OLIVEIRA

Outro vice-presidente do Corinthians, conhecido como André Negão. Também é um dos investigados na Operação Lava Jato pelo suposto recebimento de R$ 500.000 em propina durante a construção da Arena. Se Roberto de Andrade sofrer impeachment, ele que assumirá o pleito no clube.

SITUAÇÃO

Dentro do Parque São Jorge, Roberto de Andrade está praticamente sozinho após uma debandada no clube. Nos últimos meses, o Timão perdeu diversos dirigentes, dentre eles os diretores de marketing, adjunto de futebol e jurídico.

Alessandro, hoje gerente de futebol do clube, está sendo "fritado" internamente para deixar o cargo também, mas disse declarou que não abandonará o barco.

Agora, a defesa de Roberto de Andrade será apresentada, com a justificativa de que ele recebeu os contratos, com as datas atrasadas, apenas depois de assumir o cargo de mandatário do Alvinegro.

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Enquanto tudo isso acontece, o Corinthians passa sufoco dentro de campo. O péssimo ano para o torcedor alvinegro é fruto da disputa política dentro do clube e dos nomes ligados ao Timão que estão supostamente envolvidos em esquemas de corrupção, casos de Andrés Sánchez e André Negão. #Corrupção no futebol