O goleiro Vitor Ressurreição acredita que recebeu um livramento em sua vida. O arqueiro esteve perto de ser contratado pela Chapecoense no início do ano, mas recusou a proposta por questões religiosas.

Vitor é membro da Igreja adventista do sétimo dia, que não permite que seus participantes trabalhem aos sábados, pois consideram que o dia é reservado para a família e para atividades ligadas à religião. Dessa forma, caso fosse contratado pelo clube de Chapecó, ele não poderia treinar nem jogar aos sábados. A #Chapecoense não aceitou essa condição e Vitor não foi contratado.

No dia 29 de novembro, o avião que levava a delegação da Chapecoense para Medelín caiu e a tragédia deixou 71 mortos.

Publicidade
Publicidade

O goleiro, que hoje defende a meta do PSTC Procopense, do Paraná, disse que seus amigos e familiares não entenderam a sua decisão, e o chamaram de maluco, alegando que o mesmo teria perdido a “oportunidade da carreira”. Porem depois do desastre aéreo, muitos entenderam e passaram a aceitar a sua fé.

"De alguma forma, minha crença em Deus acabou me livrando do desastre. Se eu tivesse aceitado abdicar de minha fé, eu poderia ter estado lá naquele avião. Minha família, meus dois filhos e minha esposa estariam chorando hoje. Tive uma segunda chance", falou o goleiro de 31 anos.

Em 2015, Vitor foi apontado como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro da série C, sendo o principal destaque do acesso do Londrina à Série B. A proposta da Chapecoense era daquelas consideradas irrecusáveis, no clube catarinense ele iria passar a ganhar quatro vezes mais, porém não aceitou a proposta pela questão dos sábados, e pelo mesmo motivo não teve seu contrato renovado com o Londrina.

Publicidade

Depois da recusa à Chapecoense, Vitor ficou seis meses parado, tempo em que se dedicou a sua religião e a outras atividades. Logo depois recebeu uma proposta do PSTC, que aceitou a sua condição de não jogar nos sábados, e contratou o goleiro.

Cria da base do Vitória, Vitor Ressurreição jogou nas seleções brasileiras de base sub-16 e sub-17, onde tinha Marcelo Lomba, atualmente no #Internacional, como seu reserva. Depois disso rodou por vários clubes do país, até se destacar pelo Londrina, onde foi campeão paranaense e conseguiu o acesso a série B do Brasileirão. #Futebol