Em uma entrevista reveladora ao Fantástico, da Rede Globo, #Erwin Tumiri, comissário boliviano e sobrevivente da tragédia com o voo da #Chapecoense, revelou mais detalhes do acidente que vitimou 71 pessoas. Ele voltou à Bolívia neste final de semana e conversou com a equipe da Globo em um hospital de Cochabamba.

Tumiri diz que ainda não viu o vídeo que circula nas redes sociais e que mostra ele sendo resgatado. O tripulante também conta que ajudou a salvar Ximena Suarez, que também fazia parte da tripulação do voo da Lamia na última segunda-feira.

"Eu ainda não vi o vídeo (...) No momento do #Acidente, era como um pesadelo, nem eu mesmo acreditava.

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Pensei: 'o que foi que aconteceu?'. E o que eu fiz foi pegar a lanterna, iluminar e gritar por socorro. Pisquei com a lanterna para que me vissem e ouvissem. Ximena estava a cinco metros de mim. Levantei do chão assustado, como se eu estivesse dormindo. Levantei de repente e corri até ela. Eu a soltei, ela estava presa. Ela gritava e quando me viu foi se acalmando. Disse: "Vamos embora". Eu via a direção do aeroporto, mas era mato", revelou.

Tumiri confessou que viu muitos corpos espalhados pela terra, mas lamentou não ter muito o que fazer para ajudar.

"Eu vi muitos corpos espalhados, mas não tinha o que fazer. Não via sinais de vida e me preocupava com que o avião pudesse explodir, por isso me afastei com Ximena", disse.

Caio Jr, técnico da Chapecoense, também foi uma das vítimas do acidente.

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Antes de falecer, ele agia como o bom treinador que sempre foi e estava ensinando alguém. Não a dar um passe ou a se posicionar em campo, mas a falar em português. Caio recebeu a companhia de Tumiri e ensinou algumas frases da língua utilizada no Brasil.

"Eu falei com o técnico Caio Jr e ele estava me ensinando a falar português. Quando mandaram afivelar os cintos, todos voltaram às poltronas, mas aí caiu luz e começou a vibração. Apenas ouvi, e não me lembro de mais nada. Depois, acordei e me levantei do chão", confessa Erwin.

Por fim, o boliviano negou que tenha ficado em posição fetal e com uma mala entre as pernas na hora do acidente, já que, segundo ele, ninguém estava esperando pela queda e não houve aviso algum para os passageiros quanto a um eventual problema.