No início da tarde desta sexta-feira, a tristeza de Osmar Machado, pai do ex-zagueiro #Filipe Machado, morto no #Acidente da #Chapecoense, deu lugar à revolta. Em entrevista ao canal fechado ESPN Brasil, ele, que fez aniversário no último dia 29, justamente na data da tragédia, fez duras críticas ao comportamento do capitão Miguel Quiroga, piloto que comandava o voo da empresa Lamia, grupo no qual também era sócio.

Em meio a um misto de sentimentos que envolvem dor, frustração e revolta, Oscar ainda tenta entender as causas do acidente e se irrita com a possibilidade de Quiroga ter voado de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, a Medellín, na Colômbia, com o avião no limite de autonomia do combustível.

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"Eu falaria em irresponsabilidade. Irresponsabilidade do piloto. Porque um avião não cai. São as pessoas que derrubam. Talvez por uma questão econômica, de não querer gastar mais e ser multado, ele voou no limite da carga de combustível, sendo que não estava cumprindo a legislação", lamentou Osmar.

A autoridade aérea colombiana confirmou que a causa do acidente foi a falta de combustível, a chamada "pane seca". Em áudios obtidos pela imprensa, uma conversa entre o piloto Quiroga e a torre de controle de voo revela que o capitão alertou sobre uma "falha total" ao pedir prioridade de pouso. Para Machado, o episódio pode até ser chamado de "assassinato".

"Era só ter parado para abastecer, e nada disso teria acontecido. Mas aí possivelmente diminuiria o lucro dele. E a ganância? A ganância criou todas essas pessoas mortas, e ele também morreu.

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Deveria ter ficado vivo para ouvir de nós essa situação. Ter entendido a palhaçada e o assassinato que ele protagonizou", desabafou o pai de Filipe.

Além de Filipe Machado, outros 18 atletas morreram na tragédia, que vitimou um total de 71 pessoas. O corpo de Filipe será velado junto aos demais colegas neste sábado, na Arena Condá, em Chapecó. Na sequência, seguirá para a Arena do Grêmio, em Porto Alegre, em um velório ao lado do ex-gremista Matheus Biteco, que também morreu no acidente. Machado era de Gravataí, onde não foi encontrado um lugar para o velório.