No Brasil, o Pôquer existe e vai bem. Mais de sete milhões de praticantes apostam neste esporte, somente na inscrição de campeonatos e torneios, conforme dados da Confederação Brasileira. Ainda na "puberdade", esta prática em crescimento é somada ao preenchimento de todas suas necessidades, movimentado pelo profissionalismo. Suas atividades reúnem fãs em torneios que começam no início da noite, para terminarem na manhã seguinte.

Os estabelecimentos devidamente legalizados, e lucrativos, se autofinanciam. A regra geral é que, quando alguém paga a inscrição para participar do torneio, a "casa" fica com 15% do valor e o resto acumulado é dividido conforme a posição dos jogadores.

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O presidente da CBTH (Confederação Brasileira de Texas Hold'em), Igor Trafane, declara a pratica em mais de 500 locais, alguns exclusivos. Do total, 15% estão no estado de São Paulo, e os muito lucrativos do interior, com custo a partir de R$ 70 mil para montagem. Em resultado de curto prazo, existem filiais com grande profissionalismo, mantidas com treinamentos e atendimentos paralelos a tudo que grandes empresas mundiais do serviço oferecem.

DIVULGAÇÃO

Esporte aberto popularizado desde a época restrita à prática online, a repercussão, somada às transmissões dos #Jogos na TV fizeram alguns jogadores lucrarem milhões pelo mundo.

Por ser atividade com apostas, o pôquer sempre causou apreensão em juristas. Por consequência, o próprio governo, em alguns períodos, chegou a autorizar ou proibir tal categoria esportiva.

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Então, o alto retorno econômico-social direto e indireto dos torneios à sociedade, principalmente em locais turísticos com muitos hotéis acabou superando o desconhecimento de alguns ao esporte, que os faziam julgá-lo como "jogo de azar".

Ignorando a parte salutar do esporte, coibi-lo na divisão de opiniões criou realmente o pôquer nos jogos de azar, dentro da sua clandestinidade. Ao separá-lo como esporte, a prática passa a orientar pessoas que gostam, ao invés de obrigá-las a participarem somente com a aposta contínua de seu patrimônio.

REGRAS

A #lei considera crime explorar economicamente um jogo de azar, em que ganho ou perda dependa exclusivamente ou principalmente da sorte. No entanto, o pôquer em si é um esporte intelectual, dentro de construção teórica. Tanto que Igor Trafane, da CBTH, afirma que todas decisões judiciais foram revertidas a favor do pôquer, inclusive com laudos de perícia técnica, ao considerarem como jogo de habilidade. Em 2012 foi incluída nos eventos do Ministério do Esporte.

A insegurança e o preconceito de alguns promotores e juízes, que ainda não enxergam o pôquer como um esporte intelectual acaba inibindo a criação de uma categoria específica, fazendo nascer fundações, agremiações ou clube-empresa. #poquer