Quando o chute de Modric e o rebote de Sogahata encontraram o pé e o gol de Benzema, aos 9 minutos do primeiro tempo, o jogo encaminhava para um lado “a La Madrid” tamanha o inicio ofensivo e intensivo do Real Madrid na final de Mundial de Clubes 2016, ocorrida neste domingo (18), em Yokohama, no Japão. Sempre bem auxiliado pelos meios-completos-campistas Modric e Kroos. Ativado nos ataques de Lucas Vázquez e Benzema. Apagado num pouco inspirado Cristiano Ronaldo. E amparado em diversos oportunidades para marcar. E Benzema, Casemiro e Ronaldo para finalizar.

Mas o #Kashima Antlers pode não ter um Ronaldo, um Benzema ou um Modric.

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Mas tem uma qualidade compiliada no time e aplicada em campo que o faz demonstrar bons recursos técnicos, táticos e psicológicos (por que não vemos isso nos “ricos” e “melhores” times brasileiros?) e assustar na passividade da equipe madrilenha no jogo. A ponto do Kashima ganhar espaços e chances de gol. Seja pelo meio ou os lados. De Endo a Shibazaki.

Shibazaki que mostrou estar com pé esquerdo calibrado. Aos 44 do segundo tempo, num chute cruzado após Varane errar e não ter “cortado” a bola dentro da área defendida pelo #Real Madrid. Kashima surpreendente. E Real acomodado passou a ser incomodado. 1 x 1. Melhor mudar para o segundo tempo para não se complicar.

Foi o que o Real tentou. E atacou. De forma estabanada e pouco aplicada. Aplicada e ousada foi a equipe japonesa. Sergio Ramos afastou mal e Shibazaki limpou Carvajal.

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Usou a canhota do inicio ao final (gol!). 2x1 Kashima. A partida não estava normal. Normal ficou 7 minutos depois, quando Vásquez, derrubado por Yanamoto, provocou o penal. Cristiano Ronaldo cobrou, empatou e começou a aparecer. Sem inspiração. Afinal, o bom de Ronaldo é a finalização.

Sem antes de acontecer o lance de uma possível expulsão. De Sergio Ramos ao infringir e impedir a jogada de ataque do Kashima. O juiz imediatamente estava para mostrar o cartão. E polemicamente não fez a ação (primeiro, amarelo; depois, vermelho) e nem aplicou a expulsão. Logo no final de tempo regulamentar. Sem antes de Endo finalizar. Mal.

Para a prorrogação, o Real Madrid contou com um fator de decisão. Com o nome e a marca de Cristiano Ronaldo. Primeiro, como velocista de pé direito. Depois, o oportunista de pé esquerdo. Tudo isso entre 8 e 13 minutos do primeiro tempo de prorrogação. E entre isso, uma chance para o Kashima na cabeçada de Yuma no travessão. É, o time japonês não perdeu fácil, não.

Aí, sobrou para o Real administrar o resultado. E trocou passes para comemorar o título esperado. Que veio num jeito inesperado.

Real Madrid campeão mundial por cinco vezes. E que o Kashima jogue e traga essa emoção mais vezes. #Mundial de Clubes 2016