Esse sábado, excepcionalmente, não foi um dia de vestir a camisa do clube do coração e ansiar pelo gol. Isso porque o jogo da vida preparou um lance antidesportivo e levou seus atletas para uma partida no céu, antes mesmo do arbitro autorizar o início do jogo.

Chapecó, capital catarinense de turismo empresarial, com povo hospitaleiro e torcedores fanáticos pelo clube local, foi palco, não de uma final de campeonato ou de um grande evento do esporte, mas do adeus mais dolorido, precoce e inesperado que o mundo do futebol poderia ter visto.

Cinquenta pessoas apaixonadas pelo esporte. Jovens de seus 20 a 35 anos, dispostos a conquistarem o mundo fazendo o que mais amavam: jogar futebol.

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Um técnico que vivia a melhor fase de sua carreira e uma equipe técnica responsável por manter os jogadores de pé, seja auxiliando, contratando, motivando ou curando os hematomas das pancadas nas partidas. E o que dizer dos jornalistas, que faziam o seu trabalho e colocavam mais emoção em cada lance.

Vidas preciosas que se foram sem nem ao menos dizerem adeus. A dor foi sentida, é sentida e permanecerá na memória para sempre. Essa dor, entretanto, não é só das esposas que ficaram viúvas, das mães e pais que perderam seus filhos ou dos filhos que perderam seus pais e ídolos, mas a dor atravessou fronteiras e embargou corações de torcedores dos mais variados clubes espalhados pelo mundo.

Na Colômbia, local do acidente, o Atlético Nacional e o governo local se juntaram para fazer a mais linda e triste homenagem que os brasileiros puderam ver.

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Além de toda a solidariedade mostrada, alguns torcedores vieram ao Brasil para prestar a última homenagem.

Fernando Bolaños e Daniel Ojeda, dois torcedores fanáticos pelo Atlético Nacional e que costumam viajar para acompanhar os jogos do clube, foram até Santa Catarina prestar homenagens aos que chamaram de ‘nuevos hermanos’. Se não fosse pelo sotaque, os dois passariam despercebidos em meio à multidão, pois tanto os uniformes da Chape, quanto do Atlético Nacional, são verde e branco.

Os dois vieram ao Brasil pedindo ajuda nas ruas, como costumam fazer para viajar para outros estados da Colômbia, acompanhando o clube do coração. Eles já estavam juntando dinheiro para ir ao segundo jogo da Copa Sul-Americana, que aconteceria no Couto Pereira, estádio do Coritiba, mas com o acidente, decidiram vir ao Brasil e prestar essa homenagem em nome do povo colombiano. Os dois disseram que foram muito bem recebidos pelos brasileiros e que voltariam para a Colômbia após o velório.

O Coritiba, 14º colocado no Brasileirão, convidou, através do seu site e redes sociais, que as pessoas compareçam ao Couto Pereira no dia 8 de dezembro, quando seria a final da Sul-Americana, para um culto em homenagem às vítimas.

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No velório coletivo, foram veladas 50 pessoas. Outras 14 pessoas tiveram cerimônias particulares em outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo. Dentre as pessoas que prestaram homenagem e compareceram ao velório, está o técnico da seleção brasileira, Tite e o presidente da república, Michel Temer. #Chapecoense #ForçaChape #Resenha Esportiva