O uso da tecnologia no ##Mundial de Clubes 2016, disputado no Japão, está causando polêmica. Nas duas partidas das semifinais disputadas nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15), respectivamente entre Kashima Antlers 3 a 0 Atlético Nacional e Real Madrid 2 a 0 América-MEX, os árbitros recorreram ao vídeo.

A final do torneio será disputada entre Real Madrid x Kashima Antlers neste domingo (18), às 8h30 no horário de Brasília. Mais cedo, às 5h, #Atlético Nacional encara o América-MEX pelo terceiro lugar.

Polêmicas

No primeiro jogo, o atacante Berrío, do #Atlético Nacional, derrubou o lateral Nishi Daigo na grande área. A jogada seguiu e a bola só parou 45 segundos depois quando saiu pela lateral.

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O juiz Viktor Kassai foi chamado pelo árbitro de vídeo para rever o lance e decidiu assinalar o pênalti. Eles ainda deixaram passar um impedimento do time japonês no início do lance.

O comentarista de arbitragem, Arnaldo Cezar Coelho, analisou. “Eu queria chamar a atenção para o lance que originou esse acontecimento. Foi uma falta da esquerda e tem dois jogadores em posição de impedimento. Posição de impedimento não é impedimento, não tem irregularidade. Mas, no momento em que a bola é levantada, ele sai do impedimento e passa a interferir na jogada. Ele passa a ser um jogador irregular. Ele dá um tranco no zagueiro colombiano antes de sofrer a falta. Então, para ficar bem claro, o árbitro de vídeo tinha que ter orientado o árbitro a deixar o jogo seguir. Porque houve uma posição de impedimento, ele fez a falta e depois sofreu a falta”.

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Porém, Arnaldo disse aprova o uso desse recurso. “A ideia é boa, bem aplicada na prática é melhor ainda. Mas não dessa forma. A Fifa provocou uma lambança", ponderou. Para ele, a nova tecnologia deveria ser testada em torneios de futebol de base, antes de ser aplicada em competições profissionais.

Na outra decisão, o #Real Madrid já vencia com um gol de Benzema, quando o atacante Cristiano Ronaldo ampliou o placar nos acréscimos da etapa final. O assistente validou o lance, mas o árbitro Enrique Cáceres anulou. Após rever o vídeo, ele voltou atrás.

O meia Luka Modric, do Real, criticou a novidade. “Não sei o que dizer. É novo, não gosto, cria muita confusão. Outro dia tivemos uma reunião e não ouvi muito porque espero que essa regra não continue. Para mim não é futebol e não gosto. Temos que nos concentrar no jogo, no nosso futebol e ver o que acontece. A primeira sensação não é boa”.

A opinião do camisa 19 do Real não foi compartilhada pelo técnico da equipe, Zinedine Zidane. Para o francês, a novidade ainda precisa de adaptação.

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“O problema é que temos que adaptar ao que a Fifa quer fazer. Tenho minha ideia. Nessa jogada se criou muita confusão. Tudo tem que ser mais claro. A tecnologia deve melhorar (o jogo) e para isso ela existe. Não está claro o tema, tal como se demonstrou nessa jogada, mas hoje é justo. Se viu que Cristiano não estava impedido", afirmou o treinador durante a coletiva.

Já o goleiro do time mexicano, Muñoz disse que o auxílio do vídeo trouxe mais confusão do que solução. "Está gerando muita confusão. Pensei que ia favorecer o esporte, mas no momento em que se analisa o vídeo e eu jogo a bola, ele pega novamente para reverter a decisão. Creio que já é muito confuso e uma jogada que se marca não pode ser revertida duas vezes. Em vez de ajudar, está criando mais confusão. Vamos ver os resultados depois deste Mundial".

O jornalista Mauro Betting aprovou a ideia. “Vale como experimento. Mas por ora que seja assim. Ainda considero interessante um observador tecnológico avisando o árbitro a respeito de irregularidades. Do mesmo modo que o árbitro, sempre que estiver em dúvida, também possa consultar as imagens. Dentro de uma dinâmica e tempo que não atrapalhem o jogo. E, se possível, com a mesma tranquilidade com que ele teve acesso às imagens”, escreveu em seu blog no Uol.

Veja os melhores momentos dos dois jogos

Kashima Antlers 3 a 0 Atlético Nacional:

Real Madrid 2 a 0 América-MEX: