Na última terça-feira (24), o comentarista Walter #casagrande foi o convidado do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil. Durante uma hora e meia, o ex-jogador foi sabatinado pelo apresentador Dan Stulbach e pelos jornalistas André Kfouri e André Plihal, onde falou de vários temas como sua relação com Sócrates, da luta contra a dependência química, o atual momento do futebol brasileiro, como reagiu ao acidente da Chapecoense e ainda revelou quem o convenceu a ir trabalhar na TV Globo, há quase 20 anos.

Ainda em 1996, Casagrande foi contratado pela própria #ESPN para ser comentarista e em pouco tempo seu estilo chamou a atenção da Rede Globo, que, em 1997, lhe fez uma primeira proposta, que, de início, foi recusada, mas depois ele foi convencido por José Trajano a ir trabalhar no canal de TV aberta.

Publicidade
Publicidade

“Durante o Campeonato Paulista diretoria da Globo me ligou para fazer a fase final lá, mas eu disse que não iria no momento porque tinha um acordo com a ESPN, mas depois a gente pode até conversar”, relembra.

Após fazer as finais na ESPN, Casagrande fez um piloto e agradou a emissora carioca. O comentarista então chamou Trajano para uma conversa e expos sua dúvida de trocar de canal. “Eu vim para o Trajano e disse: eu quero ficar, mas a Globo tá me chamando para ir, o que você acha que eu devo fazer? Eu estou entrando nesse meio agora. Ele falou: vai para a Globo, você vai para a melhor empresa do país, vai ter toda a segurança. Daí eu perguntei: será que vou conseguir ser eu mesmo? Ele falou: vai meu. Isso que todo mundo fala não é real, pode ir. Ai eu fechei. Fui porque o Trajano insistiu” conta.

Publicidade

Casão relembrou o certo receio que tinha na época com a nova casa, por conta de vários comentários que ouvia. “Eu queria ficar aqui (na ESPN). Eu tinha aquelas restrições com a Globo como todo mundo tem. Eu achava que era como todo mundo que não está lá dentro acha. Restrições de opiniões, controle de pensamento, todas essas coisa que todo mundo falava. Não vou me adaptar, não vai dar” relembra. “Mas estou lá há 19 anos e nunca ninguém me proibiu de nada, nunca ninguém me chamou pra dizer que não pode falar isso ou que precisa falar aquilo”, conta.

“E uma coisa muito legal que aconteceu é que a #TV Globo me aceitou até onde poderia aceitar, no meu modo, e eu modifiquei meu comportamento relacionado ao padrão da TV Globo até onde eu poderia. Naturalmente a gente se moldou. Eu tenho meu pensamento, minha filosofia, meu pensamento politico como era antes, mas tenho meu limite”, conta. “Eu falo sem nenhuma proibição da TV Globo”, completa.

Durante a entrevista, foi exibido um trecho de uma participação sua, falando da estreia da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Atlanta. “Eu me contrataria”, brincou.