No finalzinho de dezembro, Gilvan de Pinho Tavares, atual mandatário do Cruzeiro, disse: "Um reforço está para chegar. De peso. Não joga no Brasil atualmente.". E estipulou uma data limite para cumprir com o que dizia. Talvez um presente de Natal para a torcida, no mais tardar, até dia 02 de janeiro, quando o clube comemora os seus 96 anos de existência. Bom, cá estamos todos no ano de 2017, algumas horas depois do sol ter nascido e anunciado a chegada do aguardado dia 02 de janeiro, e... nada! Em absoluto. A diretoria não fez qualquer comunicado referente ao assunto.

Não é de hoje que promessas são proferidas pelos lados dos azuis celestes, sem que aconteça o final feliz para a torcida.

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Em 2016, o prometer e não cumprir quase levou a um rebaixamento inédito, só evitado graças ao bom desempenho dos jogadores na segunda metade do campeonato, e pelo despertar da diretoria, que num momento de completo desespero, reagiu com as contratações de Ábila e Rafael Sóbis, coadjuvantes da arrancada do Cruzeiro. E o ano anterior começara da mesma maneira: diretoria prometendo contratações pontuais, jogadores que não chegariam como apostas, cavalos azarões, mas para resolver. Em 2017, a situação parece melhorar com investimentos mais cuidadosos (até agora, apenas três reforços confirmados: O zagueiro Caicedo, o Volante Hudson e o lateral Diogo Barbosa), mas a prática das promessas ainda incomoda a torcida, mais interessada no fazer, e não no falar.

Fala-se em Marcelo Moreno (que não seria o "presente", mas apenas outra das apostas cruzeirenses para a próxima temporada), e também em Jadson, um dos nomes mais ventilados nos últimos dias, mas a verdade é que nem um, nem outro, firmaram sequer um acordo verbal com o clube.

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E as horas vão passando e se transformam em motivo de aflição para a torcida, que depois de dois anos brilhantes, com a conquista do bicampeonato brasileiro nas edições de 2013 e 2014, amargou dois anos de seca, obrigada a engolir times sofríveis de se ver em campo, resultados da política do fazer e não cumprir, praticada por Gilvan desde 2015.

Enquanto isso, lá pelos lados de Vespasiano, o rival vai cumprindo com o prometido. Faz contratações em posições carentes e mantém o elenco do ano anterior, apostando numa base forte para a conquista de títulos. E o Cruzeiro permanece uma incógnita: haverá o tal jogador de peso, ou Gilvan apenas faz o mesmo papel de 2015, quando prometeu até Lucas Lima, mas trouxe só Riascos e companhia limitada? Fica a pergunta no ar, e a impressão de que o presidente só quer um pouco daquela popularidade dos anos de bicampeonato, brincando de dizer e não fazer, para depois discursar: "A diretoria tem trabalhado duro para o torcedor, mas, infelizmente...". #Cruzeiro2017 #GilvanFalastrão