Ex-craque da seleção holandesa, com passagens marcantes por Ajax e #Milan, e atualmente trabalhando como dirigente de desenvolvimento técnico da #FIFA, Marco Van Basten sugeriu algumas mudanças bem radicais nas regras do #Futebol para, segundo ele, melhorar o jogo e deixá-lo mais honesto. Algumas delas se destacam pela excentricidade e outras são, no mínimo, radicais. As declarações foram dadas em entrevista ao periódico alemão Bild.

A primeira sugestão pretende mudar profundamente, ou melhor, excluir definitivamente, uma regra que é a espinha dorsal do esporte: o impedimento. Para ele, o futebol está cada vez mais parecido com o handebol, com times armando muros em frente ao gol.

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Sem essa regra, haveria mais chances para os atacantes e, consequentemente, mais bola na rede.

Ele também defende o fim dos cartões amarelos. A advertência seria substituída por uma penalização em que o jogador ficaria fora de campo de cinco a dez minutos. Já as expulsões se dariam pelo acúmulo de faltas, a exemplo de como já é feito no basquete. Van Basten ainda defende que apenas o capitão da equipe possa se dirigir ao árbitro e assim impedir a pressão em cima do mesmo.

Outra ideia sugerida é o fim da prorrogação, que daria lugar a uma espécie de um contra um. O jogador pegaria a bola e teria 8 segundos para cruzar uma distância de 25 metros até o gol, tendo apenas o goleiro da outra equipe como adversário. Cada time teria 5 tentativas. No tempo regulamentar, o ex-jogador do Milan e Ajax sugere que os dez minutos finais sejam cronometrados, com o relógio travando toda vez que o jogo parar por falta, substituição ou atendimento a um atleta machucado.

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Uma medida que já vem sendo usada na Copa São Paulo, e defendida por Van Basten, é o aumento no número de substituições de 3 para 6 jogadores. Ele também estuda uma maneira de que estas sejam feitas de forma mais rápida para não retardar tanto o jogo. Na Copa São Paulo, o treinador pode fazê-las em, no máximo, três paradas, sem contar as feitas no intervalo.

Por fim, ele também sugere que na base seja reduzido o número de jogadores em campo e também defende a diminuição do número de partidas por temporada para no máximo 50.