O ano de 2017 chegou chutando a porta, principalmente na FIFA. O projeto de transformar a Copa do Mundo em "Minha Copa Minha Vida", com a participação de 48 seleções a partir de 2026, causou alvoroço entre seleções tradicionais e trouxe novos debates político-esportivos às mesas redondas. A análise do globoesporte.com mostra as muitas motivações do presidente Gianni Infantino para a globalização do campeonato

Sexta-feira, o dia da maldade

A nova regulamentação divulgada em 27 de janeiro considera oficiais apenas os campeonatos organizados pela entidade, ou seja, os disputados a partir de 2000. Palmeiras (1950), Fluminense (1952), Santos (1962 e 1963) #Flamengo (1981), Grêmio (1983) e São Paulo (1992 e 1993) perdem estrelas douradas em seus uniformes.

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Pelé, o ídolo maior, deixa de ser campeão mundial de #Futebol.

A reação imediata foi a gritaria dos clubes diretamente afetados, mas os efeitos colaterais da nova regra foram tão rápidos quanto um grito de gol. As mesas de bar e principalmente a internet teve de volta a real função social do futebol: a flauta.

Perfis (fakes e oficiais) dividiram-se entre o mimimi e o meme, frases e vídeos viralizaram em questão de minutos, e finalmente o mês de janeiro voltou a ter picardia futebolística - além de projetar o entra-e-sai de jogadores.

O Olé do Brasil, conhecido perfil humorístico e sem papas na língua, não poupou sequer a própria FIFA em seus posts e distribuiu tweets para todos os lados, incluindo louvores ao Mazembe, time africano que eliminou o Internacional nas semifinais do Mundial "oficial" de 2010.

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A corneta regionalizada

Sem sombra de dúvida, a notícia repercutiu com mais força e humor no Rio Grande do Sul, onde o GreNal da corneta era vencido de goleada pelo #Grêmio, que ainda comemora a ida do Internacional para a série B. Com a decisão da FIFA, o recém rebaixado passa a ser o único título oficial entre os gaúchos, e a criatividade dos torcedores - assim como a zoeira - não tem fim. De frases soltas a vídeos com produção digna de Oscar, os colorados se divertem com a revolta dos do-irmãos gremistas.

Fabiano Baldasso, jornalista e colorado assumido, usou seus dotes profissionais para divertir a torcida com sua "novela mexicana", além de trechos de filmes e entrevistas "relegendados".

Se a decisão é provisória, ninguém sabe. O presidente Infantino pode voltar atrás por motivos políticos ou desportivos, mas até que isso aconteça, os santistas, gremistas, palmeirenses e flamenguistas terão alguns dias de dor de cabeça nas redes sociais.