Não é de hoje que o Palmeiras desbanca todos os times brasileiros em matéria de contatações. Desde 2015, quando reergueu-se graças à parceria do empresário de Paulo Nobre, empresário e torcedor da equipe, o Palmeiras tem conquistado bons resultados a nível nacional. Conquistou a Copa do Brasil daquele ano, e em 2016, sagrou-se campeão brasileiro. E agora, com a iminência de uma Libertadores, tem ido com força total para o mercado, apostado até, em grandes nomes do nosso futebol, como Felipe Melo, e jogadores sul-americanos populares, e, por consequência, com alto valor, como Guerra, campeão da edição anterior do campeonato continental.

Com a política agressiva do diretor de futebol, Alexandre Mattos, a equipe paulista parece Roma há umas centenas de anos atrás: chega para tomar.

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Sem conversa, apenas abre a sua maletinha de dinheiro, e nem são necessárias as longas conversações, quase não há novelas pelo lado Alviverde. Ao contrário de muitos times do Brasil, mais apertados por conta das leis de responsabilidade fiscal, o Palmeiras tem dinheiro em caixa, além de altos rendimentos com estádio e sócio-torcedor, e tem espantado a mídia nacional especializada, ao se apresentar quase como um Barcelona em terras brasileiras, tamanha a sua força de investimento.

Mas será que essa é uma política que se sustenta? É claro que, por trás da contração de um jogador, não há só o dinheiro do clube envolvido, mas parcerias com um sem fim de empresas, dentre outros acordos que nem chegam a vir à luz, ao conhecimento do público. Lembremos do Palmeiras mitológico da década de 90, quase que montado exclusivamente com jogadores de nível seleção brasileira, e que tanto encantou o país com conquistas avassaladoras, como os campeonatos brasileiros de 93 e 94, além de uma Copa Libertadores, o que faz daquela equipe, uma das mais rememoradas pelos fanáticos por futebol, independente do time para o qual torçam.

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A questão é que a parceira com a Parmalat não durou para sempre. A empresa faliu e o Palmeiras ficou a míngua. Enfrentou anos terríveis, e foi rebaixado duas vezes no Brasileirão, a primeira em 2002, e a segunda em 2012. Tristes memórias para o torcedor palmeirense, mas que servem de aviso claro: nada dura para sempre. E no Brasil, terra onde clubes investem milhões para ganhar títulos e depois passam anos lutando para pagá-las e sobreviver na elite do futebol, não é absurdo imaginar que a glória de hoje, pode facilmente se transformar no pesadelo de amanhã, caso o Palmeiras repita a já batida fórmula brasileira: gaste rios e rios de dinheiro para fazer história, e depois produza a anti-história com dívidas para além de uma única vida, jogando o seu time na lama por mais de uma vez. #PalmeirasBarcelona #Palmeirascampeão2016