Ainda é muito cedo para avaliar o trabalho de Fábio Carille no comando do ##Corinthians. Com apenas três rodadas de Campeonato Paulista, qualquer tipo de pressão sobre o treinador é descabida e sem sentido. É preciso dar tempo e tranquilidade para que o novo técnico faça suas experiências e saiba usar as peças que tem em mãos da melhor maneira possível. Mesmo assim, já é possível apontar quais deficiências o time apresenta e como o ex-auxiliar poderá corrigi-las.

Das 16 equipes que disputam o torneio estadual, o Corinthians tem o terceiro pior ataque. Com apenas dois gols em três rodadas, a equipe vem apresentando muita dificuldade em criar jogadas, triangular e envolver seus adversários.

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Inclusive, os únicos tentos marcados foram de bola parada (pênalti e cobrança de escanteio).

Ontem, na vitória por 1 a 0 contra o Novorizontino, na Arena Corinthians, Carille mudou o esquema tático, montando a equipe num 4-2-3-1, abandonando o 4-1-4-1. A ideia era recuar Felipe Bastos para melhorar a transição da defesa para o ataque, fazendo com que a bola chegasse com mais qualidade nos jogadores da frente. O volante até tentou fazer essa função, mas a participação discreta de Rodriguinho e a pouca movimentação de Marlone e Romero dificultaram a fluidez do jogo corintiano.

Faltou aproximação entre o meio-campo/ataque do Corinthians. Marlone (esquerda), Rodriguinho (centralizado) e Romero (direita) pouco se conectavam, ficando cada um em sua posição pré-estabelecida. Para piorar, Jô também não saia muito da área para ajudar seus companheiros.

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O resultado foi um setor ofensivo ineficaz, que só balançou as redes do Novorizontino após uma cabeçada do zagueiro Pablo em jogada de escanteio.

Após o gol, com o time do interior saindo mais do seu campo defensivo, o Corinthians até chegou um pouco mais, principalmente na base do contra-ataque. Felipe Bastos, em chute de fora da área, acertou a travessão. Contudo, o melhor momento do time – se é possível classificar assim – foi quando Kazim entrou no lugar de Jô. O ex-atacante do Coritiba trouxe mais mobilidade e foi mais imprevisível do que o seu concorrente da posição.

Com Marquinhos Gabriel, Rodriguinho, Giovanni Augusto, Marlone e, em breve, Jadson, Carille pode aproveitar e montar um time com meio-campistas que trocam de posição, que possuem habilidade no passe que conseguem envolver o time adversário, encontrando espaços entre as linhas. Para isso, é preciso de muito treinamento para extrair o melhor de cada atleta e fazer o time encaixar. #Fabiocarille #Paulistão