Na noite desta quarta-feira (22), as atenções estavam voltadas para o agora centenário clássico entre Corinthians e Palmeiras que aconteceu na Arena #Corinthians, em Itaquera. Mas um jogo que começou disputado, acabou tendo seu foco desviado por um grotesco erro de arbitragem. O árbitro do jogo, Thiago Duarte Peixoto, marcou falta para o #Palmeiras e puniu um jogador que não estava na jogada. Gabriel, que já tinha cartão amarelo, recebeu o segundo cartão e consequentemente foi expulso do jogo. O que se seguiu depois disso chama a atenção em vários aspectos.

O árbitro, talvez agora poucos se lembrem, tem uma história pessoal de superação.

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Perdeu a mãe e em questão de meses a esposa grávida foi acometida pela gripe H1N1 e faleceu, deixando um bebê recém-nascido aos cuidados do pai. Talvez isso não venha ao caso agora, mas é bom lembrar que, como muitos gostam de dizer, ele é humano.

Thiago já esteve envolvido em polêmica quando relatou, na súmula do jogo entre Grêmio e Cruzeiro pela semifinal da Copa do Brasil, a presença da filha do treinador Renato Portaluppi no campo, caso que levou o time gaúcho a ser julgado e punido pelo STJD.

Mas esta quarta-feira, o que houve foi mais do que uma polêmica ou erro de arbitragem. O árbitro errou, durante a transmissão pareceu arrogante e prepotente em sua equivocada decisão, mas ao final do jogo teve a coragem de ir em frente as câmeras de TV assumir o erro e se desculpar. Atitude que muitos outros, mesmo quando cometeram erros bisonhos, não tiveram e se esconderam atrás do apito.

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Com certeza ele será punido pela comissão de arbitragem e dentro das regras do nosso #Futebol talvez sofra sanções da FPF.

Outro ponto que chamou a atenção foi a postura dos jogadores. Maycon, que cometeu a falta, prontamente assumiu sua culpa, o que foi ignorado pelo árbitro em campo. Já os jogadores do Palmeiras se eximiram sobre o assunto. Não que isso fosse responsabilidade deles, mas no atual momento do futebol brasileiro, fazem falta jogadores com personalidade, com postura e discernimento. Falta mais atitude como no Atletiba que não aconteceu. Nas entrevistas e zona mista, parecia que os jogadores palmeirenses e o técnico não estiveram em campo, tanto pela apatia do futebol, quanto pela falta de interesse em comentar a arbitragem. Será que se o erro fosse contra o time alviverde estariam eles tão indiferentes ao assunto?

Vale a pena relembrar alguns casos em que os atletas assumiram seus erros confrontando a decisão errônea do juiz.

Miroslav Klose, maior artilheiro em Copas do Mundo, fez um gol de mão jogando pela Lazio.

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A arbitragem não viu o lance e validou o gol, gerando reclamação do time adversário. O alemão então assumiu seu erro e o juiz anulou o gol. A Lazio perdeu o jogo por 3 a 0 para o Napoli, mas a titude do artilheiro foi louvável.

Em outro jogo, desta vez na Bundesliga, entre Nüremberg e Werder Bremen, o jogador do Bremen caiu na área e o juiz marcou pênalti, mas o meia Aaron Hunt admitiu que não havia sofrido a falta e jogo seguiu.

Quando teremos no Brasil atitudes assim, ao invés do famoso "jeitinho brasileiro", da falta cavada e comemorada, das simulações, das rodinhas em volta do árbitro que muitas vezes se acha o dono do jogo?