No último final de semana, o #Futebol brasileiro escreveu mais uma triste história de violência e crime, praticado por integrantes de torcidas organizadas que agem como se fossem de facções criminosas.

Antes do jogo entre Botafogo e Flamengo, no estádio Nilton Santos, um carro com torcedores flamenguistas passou atirando contra torcedores botafoguenses. Diego Silva dos Santos, integrante da organizada Fúria Jovem do Botafogo morreu. Outros três torcedores foram baleados mas não correm risco de morte.

Hoje, o juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos do Rio decidiu que os clássicos no Rio de Janeiro terão torcida única.

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Apenas os torcedores do clube mandante terão acesso ao estádio em dia de jogos.

Não é a primeira vez que esta decisão é tomada na tentativa de acabar com a #Violência das torcidas e mortes envolvendo o futebol. No Brasil, a cada clássico seja ele no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, no sul ou no nordeste, a segurança é sempre ponto de maior preocupação. Muitas medidas e experiências foram feitas na tentativa de conter a violência, mas, até agora, nenhuma solução foi encontrada.

Qual será a melhor maneira de evitar mortes envolvendo o nosso principal esporte? Será que é a paixão que faz com que cenas tristes e lamentáveis aconteçam em nossas arenas? Alguém já parou para pensar que em outros esportes no Brasil, como o vôlei ou o basquete, não vemos esse tipo de conduta. Talvez seja uma boa ideia olhar um pouco para esses esportes.

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Tudo bem que vão dizer que estes esportes não são tão populares quanto o futebol. Mas se o futebol é tão popular, envolve tanta paixão, torcida e como não poderia deixar de ser já que é o principal esporte do país, envolve tanto dinheiro, será que não está na hora de cuidarmos um pouco mais dele? O futebol merecia ter mais respeito do torcedor, um olhar mais cuidadoso do dirigente e mais dedicação dos jogadores.

Enfim, já que o futebol é um dos principais produtos do Brasil, deveria ser bem mais aproveitado. E violência e mortes não fazem um produto ser valorizado.

Talvez se o nosso futebol não for gerido de maneira profissional, pensado como um produto que precisa gerar lucros, que precisa ser valorizado e ter uma imagem bem cuidada e que exija transparência, essas medidas para evitar a violência continuarão sendo ineficazes. Será que uma empresa de sucesso vai tolerar ou ficar do lado daqueles que deturpam sua própria imagem? Talvez as ações mais eficazes para combater a violência e pseudo-torcedores deva partir dos maiores interessados em vender o produto futebol, ou seja, os clubes. #Flamengo