Em décadas de campanhas de sucesso - e outras nem tanto -, o Santos Futebol Clube pode contar em seu plantel com atletas que fizeram suar a camisa para dar glórias, vitórias e troféus ao clube. Há nomes conhecidos até mesmo de quem não é torcedor santista. Afinal, foram jogadores que se destacaram e que fizeram história dentro clube, como Neymar, Pelé, Ganso e tantos outros. Mas e quem se lembra de nomes de outras gerações?

Em uma visita ao acervo do clube, selecionamos alguns dos jogadores que fizeram bonito jogando no Peixe e que deixaram boas lembranças. É o primeiro capítulo da história dos ídolos do SFC. E prepare-se! Vamos fazer uma viagem no tempo.

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Atletas de um passado bem distante e de outro nem tanto figurarão em nossa lista. Confira!

Agostinho Marba

Também conhecido por Pintanella, Agostinho Marba jogou no Peixe de 1913 a 1928. Além de estar na história do clube como jogador, seu nome está entre os 39 que fundaram o clube, registrado na ata oficial.

Sua estreia no clube ocorreu em 1913, quando o #Santos conquistou seu primeiro título oficial, no Campeonato Santista. No mesmo ano, o jogador fez parte do lendário ataque conhecido como "Cinco Azes", formado por ele, Anacleto Ferramenta, Ary Patusca, Arnaldo Silveira e Adolpho Millon.

Entre os feitos desse ataque estão duas goleadas no Palestra Itália, por 7x0 e 8x1 - isso feito por um ataque recém-formado. Agostinho Marba pode ser chamado de "primeiro curinga" do Peixe, pois atuava como ponta-direita, meia-direita, centromédio e centroavante - e se preciso, também como defensor.

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Bilu

Seu nome era Virgílio Pinto de Oliveira. Ou somente Bilu. Começou no Santos em 1919 e por lá permaneceu por 38 anos. Após parar de jogar, teve inúmeras funções, como diretor de esportes, diretor social, vice-presidente, entre outros. Em 1935, foi treinador do time, dirigindo a equipe em sua primeira conquista de título paulista.

Como jogador, atuou mais pelo "Quadro B" e começou a demonstrar seu talento como defensor. Como zagueiro, desarmava e marcava como nenhum outro. Não se intimidava com atacantes e ganhou o apelido de "Rei dos Carrinhos". Bilu virou um símbolo da raça santista.

Participou da equipe de 1927, que se tornou conhecida pelo "ataque dos 100 gols" - ele, é claro, foi um dos responsáveis pela conquista, pois transmitia tranquilidade para que os dianteiros atacassem. Ele foi um dos responsáveis por manter a defesa segura. Sua única partida pelo quadro oficial do clube foi em 1930, em sua despedida oficial como jogador.

Cláudio Mauriz

Cláudio era goleiro e tinha algo peculiar sobre ele: a sua estatura.

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Ele era considerado baixo para a posição, mas superou e derrubou os preconceitos e foi um dos melhores goleiros do SFC.

Mauriz começou sua carreira no Fluminense, mas chamou a atenção dos dirigente do Santos, que o contratou em 1965 - ele ficou no clube até 1973. Ele chegou ao Peixe com a responsabilidade de substituir Gylmar dos Santos Neves, que se preparava para se aposentar.

O goleiro tinha um ótimo reflexo, bastante apurado, e uma exímia impulsão. Mauriz se tornou um dos melhores goleiros da época, nome certo nas convocações da seleção, mas acabou não disputando a Copa de 70, por causa de lesões. Uma contusão no joelho o deixou fora de campo por 2 anos e 7 meses.

Ele ficou no clube até o final do Paulista de 1973, e não pode continuar devido às lesões. O goleiro faleceu cedo, aos 38 anos, em 1979, vítima de câncer. Deixou mulher um filho, Marcelo, que teve dois filhos e adivinha: um deles já é goleiro entre a meninada de Santos.

Acompanhe nossos próximos artigos, traremos mais ídolos santistas que merecem ser lembrados. #Santos FC #ídolos do Santos