Que Renato Portaluppi tem muita confiança em si próprio, todo mundo já sabe. Mas ele segue surpreendendo a cada entrevista. Nesta terça-feira, durante o programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, ele voltou a dizer que jogou "mais bola" que #Cristiano Ronaldo, astro do Real Madrid, da Espanha, e da seleção de Portugal, atual campeã da Eurocopa.

Para justificar sua garantia, Renato diz que no seu tempo ele precisava jogar em gramados ruins, com salários atrasados e sem companheiros da mesma qualidade que Ronaldo tenho hoje no Real Madrid. O atual técnico do #Grêmio ainda fez críticas à parte técnica do astro português.

"Eu com certeza fui melhor que ele.

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O problema é que muita gente dessa nova geração só viu ele e não conseguiu me ver jogar. Queria ver o Cristiano jogando nas minhas condições, muitas vezes com até quatro meses de salário atrasado, campos ruins, e ser campeão como eu fui. E eu gostaria de estar no Real Madrid, com um jogo por semana e com todos os companheiros que ele tem lá. Queria ver", provocou Renato à ESPN Brasil.

Renato também vê defeitos técnicos no atual craque do Real Madrid. Segundo o treinador, Cristiano Ronaldo tem dificuldade em se adaptar às variações do jogo e não "produz quase nada" quando sai do flanco esquerdo, sua habitual faixa em campo.

"É um grande jogador, um monstro, mas o trabalho dele é baseado totalmente na força, ele não tem muita técnica. Pode ver que quando ele tem que sair daquele lado esquerdo, ele não produz quase nada para o time.

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Eu tinha versatilidade. Jogava no meio, nos lados, onde fosse preciso", acrescenta o gremista.

Em sua única experiência na Europa, no Roma, em 1988 e 1989, Renato não teve muito sucesso e logo voltou ao Brasil, onde, aí sim, brilhou. Além da Libertadores e do Mundial pelo Grêmio em 1983, #Renato Gaúcho conquistou outros títulos jogando por Cruzeiro, Fluminense e Flamengo, além da seleção brasileira, na conquista da Copa América na temporada de 1989. Como treinador, dois títulos: uma Copa do Brasil pelo Fluminense em 2007 e outra pelo Grêmio em 2016.