Recentemente, tivemos os Jogos Olímpicos no Brasil e mesmo assim a história das mulheres no #Esporte brasileiro não teve o destaque que merecia. Quem conhece a história de Maria Lenk, Aída dos Santos, Léa Campos, Jaqueline Silva e Sandra Pires, entre outras tantas heroínas do esporte nacional?

As mulheres tiveram as primeiras participações em Jogos Olímpicos a partir de 1900, porém, a primeira brasileira só participou em 1932. O nome dela era Maria Lenk, uma garota de 17 anos, a primeira sul-americana a participar de uma Olimpíada.

Maria Lenk foi a rainha das piscinas, e hoje dá nome a um importante torneio nacional de natação.

Publicidade
Publicidade

Mesmo com o pioneirismo da nadadora, a vida das atletas brasileiras não foi fácil. Enquanto a participação masculina crescia, as mulheres não tinham representatividade e nem respeito dos órgãos que dirigiam o esporte no Brasil.

Em 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Aída dos Santos contra a vontade de dirigentes foi a única #Mulher da delegação e a primeira atleta negra a representar o Brasil. Ajudada por membros de outras equipes, já que não tinha equipamentos de competição, Aída conquistou o incrível quarto lugar no salto em altura. Esse resultado perdurou por muitos anos como a melhor marca de uma atleta brasileira em Jogos Olímpicos.

Os homens recebiam apoio e conquistavam resultados, as mulheres tiveram que enfrentar discriminação, preconceito e até leis que as impediam de praticar esportes.

Publicidade

O governo de Getúlio Vargas, através do Decreto-Lei 3.199, proibiu as mulheres de praticar esportes que não eram compatíveis com a sua natureza, incluindo futebol, lutas, pólo aquático, beisebol e rugby. Essa lei só foi revogada no início dos anos 80. Claro que as mulheres, lutaram contra e praticavam os esportes "proibidos" escondidas e chegaram até a organizar torneios "clandestinos" de futebol.

Ainda falando de futebol, tivemos a primeira árbitra a ser reconhecida pela FIFA , Léa Campos. Porém, apesar de Léa frequentar a escola de arbitragem em Minas Gerais no ano de 1967, foi impedida de se formar e só consegui atuar nos campos em 1971 com autorização do Presidente do Brasil, na época o General Médici.

Voltando aos Jogos Olímpicos, as mulheres só foram conquistar suas primeiras medalhas em 1996, com o vôlei de praia. A primeira medalha dourada veio pelas mãos (literalmente) de Jaqueline e Sandra.

Em 22 participações brasileiras em #Olimpíadas tivemos apenas duas porta bandeiras, a última Yane Marques, atleta do Pentatlo Moderno foi escolhida pelo público em voto popular.

Publicidade

Além do vôlei, outro esporte em que as brasileiras se destacam é o judô, esporte que de acordo com aquela lei de 1941, não era compatível com a natureza feminina. Entre essas guerreiras do tatame temos, Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar medalha em modalidade individual, Mayra Aguiar duas vezes medalhista olímpica e as campeãs olímpicas Sarah Menezes e Rafaela Silva. Vale também mencionar Maurren Maggi, primeira mulher a conquistar medalha de ouro em esporte individual seguindo os passos de Aída dos Santos que 44 anos antes abriu as portas do atletismo para as mulheres. E o que dizer das surpreendentes Martine Grael e Kahena Kunze que trouxeram do mar uma medalha dourada, através de uma modalidade tão elitista como a vela.

O esporte para as mulheres no Brasil nunca foi fácil, temos ainda que nos levantar e aplaudir mulheres como Marta e Formiga, além de todas as pioneiras jogadoras que nunca nos deixaram perder a fé e o encanto com nosso futebol. A lutadora no ringue e na vida Adriana Araújo, que teve a honra de ganhar a centésima medalha do esporte olímpico brasileiro. E o que dizer de Hortencia e Paula e toda a equipe do basquete feminino que por duas vezes nos presentearam com medalhas cheias de histórias de lutas, dedicação e força. Uma salva de palmas também para Poliana Okimoto, Natália Flavina, Shelda, Mônica Rodrigues, Adriana Samuel, Adriana Behar, Larissa França, Juliana e todas as atletas do nosso Brasil.