Quando um time médio ou pequeno chega a uma decisão de Campeonato Paulista, mesmo que não saia vencedor, gera uma grande expectativa de crescimento da marca e dias melhores. No entanto, as últimas duas vezes em que isso aconteceu, no ano seguinte deu tudo errado para eles, que acabaram indo parar na segunda divisão. Após entrar na zona do rebaixamento nesta rodada, o Osasco #Audax parece que será a nova vítima de uma maldição que já pegou Santo André e Guarani.

Em 2010 o Santo André fez surpreendente campanha na primeira fase do Campeonato Paulista, ficando em segundo lugar, apenas atrás do Santos. Nas semifinais o time teve pela frente o Grêmio Prudente (atual e quase extinto Guaratinguetá), que já vinha de boas campanhas nos jogos anteriores.

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Com uma vitória por 2 a 1 para cada lado, o Santo André avançou por ter melhor campanha. As duas finais contra o Santos foram realizadas no Pacaembu. No primeiro jogo o Peixe venceu por 3 a 2. Na partida de volta o placar se repetiu, mas em favor do Ramalhão. A chance do inédito título parou em uma bola na trave nos instantes finais do confronto.

No ano seguinte, o time do ABC acabou sendo vítima da “maldição do vice” e, com uma fraca campanha, foi o último colocado dentre os 20 participantes, e só conseguiu voltar para a primeira divisão na temporada passada. Dois anos depois o enredo voltou a se repetir, mas desta vez a vítima foi o Guarani. Antes de chegar à final contra o Santos, a equipe de Campinas deixou o Palmeiras pelo caminho nas quartas de finais e posteriormente conquistou algo tão saboroso quanto o próprio título ao bater a grande rival Ponte Preta nas semifinais.

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Diferentemente do Santo André, o Bugre não ofereceu resistência ao Peixe, perdendo os dois jogos no Morumbi por 3 a 0 e 4 a 2, respectivamente.

Em 2013 o Guarani também repetiu o feito do Santo André, desta vez na parte negativa, ficando em último lugar dentre os 20 participantes e indo parar na série A-2, onde está até hoje.

De sensação a 'candidato à queda'

Comandado pelo mesmo Fernando Diniz, que ainda segue no time, o Audax surpreendeu a todos em 2016 com um futebol envolvente e que despertava a curiosidade de muitos torcedores de outras equipes. Sem nomes conhecidos, o time foi o primeiro colocado de seu grupo na fase de classificação, despachou o São Paulo na quartas de finais com direito a goleada por 4 a 1 e depois eliminou o Corinthians em plena Arena de Itaquera. Só foi parar mesmo diante do Santos – que naquela altura já estava bem esperto –, mesmo assim com um empate em Osasco e derrota magra por 1 a 0 na Vila Belmiro.

Daquele grupo saíram vários nomes para equipes grandes, como Tchê Tchê, que foi campeão brasileiro pelo Palmeiras; Camacho, negociado com o Corinthians; Ítalo, que foi para o São Paulo; e o goleiro Cidão, que depois de um ótimo brasileirão com o Botafogo, foi contratado pelo time do Morumbi.

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Neste ano, a expetativa não era para que chegasse novamente à final, mas pelo menos que fizesse outra boa campanha conseguindo uma vaga entre os oito melhores. Ela ficou ainda maior após a vitória contra o São Paulo por 4 a 2 na estreia. Porém, de lá para cá, o time foi descendo ladeira, venceu apenas um jogo e, no último sábado (18), entrou na zona de rebaixamento após perder em Osasco para o São Bento, por 1 a 0.

Restam ainda três rodadas e o Audax fará apenas mais um jogo em casa, na última rodada, contra o também ameaçado Santo André, além de pegar o Palmeiras uma rodada antes. #Paulistão