O goleiro Bruno foi condenado em primeira instância a 22 anos e 3 meses de prisão pelas acusações de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da sua ex-amante e mãe do seu filho, a modelo Eliza Samudio. Depois do crime que chocou o país em 2010, o provável autor do crime terá a chance de disputar a segunda divisão do #Campeonato Brasileiro. Porém, a soltura do atleta e a possível contração pelo Boa Esporte, de Minas Gerais, divulgada nesta sexta-feira (10), revoltou milhares de mulheres Brasil afora, que enxergam na história um grande exemplo de descaso.

Há duas semanas, o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu a Bruno um habeas corpus por entender não haver uma justa causa para manter o jogador preso, e assim ele poderá aguardar em liberdade o seu julgamento de apelação, que está parado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais há três anos.

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Desde que saiu da prisão, Bruno e seu empresário deram início a um intenso processo para colocá-lo de volta aos gramados. A negociação irritou muito quem ficou em choque com a morte de #Eliza Samudio.

Segundo Lívia Magalhães, colunista da revista AzMina, o fato realmente tem indignado as mulheres e também o público em geral. Para ela, é como se Bruno tivesse saído impune do caso. Ainda segundo Lívia, o grande problema é a justiça brasileira, que não consegue atender a demanda de casos.

Renata Mendonça, jornalista e fundadora do coletivo Dibradoras ,questiona qual o real motivo da contratação de Bruno pelo Boa Esporte, se é por competência ou se é pelo enorme potencial de marketing enxergado no atleta. Segundo Renata, não se vê a mesma vontade dos clubes de futebol em contratar porteiros, roupeiros ou outros profissionais que sejam ex-presidiários.

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Já Djamila Ribeiro, filósofa política e ativista do movimento feminista negro, diz que o grande problema é que as pessoas enaltecem uma possível ressocialização do goleiro e não se colocam no lugar das mulheres que são vítimas de violência.

Desde que foi solto, Bruno concedeu uma única entrevista, na qual declarou a Rede Globo que “prisão perpétua não vai trazer a vítima de volta”, o que, para muitas mulheres, reforça a postura de um homem agressor. #Goleiro Bruno