Bicampeão mundial de Fórmula 1 em 2005 e 2006, o piloto espanhol Fernando #Alonso estremeceu o mundo do automobilismo na manhã desta quarta-feira (12), com um surpreendente anúncio. O titular da McLaren abrirá mão de correr o tradicional Grande Prêmio de Mônaco para disputar a não menos icônica 500 milhãs de Indianápolis. As duas corridas acontecem no último domingo de maio.

O espanhol correrá com um carro da equipe do ex-piloto Andretti – batizado de Andretti-Honda-McLaren -, que em sua passagem pela #Fórmula 1 foi companheiro de Ayrton Senna na própria McLaren. As duas equipes são impulsionadas pelo motor Honda e a liberação do time inglês para seu piloto correr a prova americana se deu depois de semanas de negociação com a montadora nipônica.

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A equipe Andretti venceu a prova do ano passado – quando foi celebrada sua 100º edição da corrida -, com o também estreante Alexander Rossi, que será o companheiro do espanhol em 2017.

Alonso começará os testes no inicio de maio, logo após o Grande Prêmio da Espanha. Essa será sua primeira experiência em uma pista oval, porém o piloto já competiu no traçado misto da pista, quando ela fez parte do calendário da Fórmula 1. Na década de 1950, o traçado oval fazia parte do calendário oficial da Fórmula 1.

Para o lugar de Alonso, a McLaren chamará um velho conhecido. Após anunciar aposentadoria no final do ano passado, o veterano inglês Jason Button, campeão em 2009, voltará a competir pela equipe.

Calvário

Fernando Alonso vive um verdadeiro calvário desde que trocou a Ferrari pela McLaren.

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Com a promessa de um forte carro após a volta da parceria com os motores Honda, que renderam muitos títulos no passado, o espanhol sempre esteve na parte de trás do grid e bem longe do pódio. Completar as provas tem sido considerado uma verdadeira vitória, porém o bicampeão não tem poupado críticas, muitas carregadas de ironias, o que a cada final de semana coloca em dúvida sua permanência no time. E o fato dele abrir mão da mais tradicional prova do calendário só reforça as especulações em torno de seu futuro.

Campeões da F-1 na Indy

Não é novidade um piloto campeão da Fórmula 1 cruzar o oceano para se aventurar na #Fórmula Indy. Para os brasileiros, o exemplo mais clássico é de Emerson Fittipaldi. Depois de dois títulos na F1 e de tentar equipe própria, o bicampeão foi desbravar a categoria americana, onde conquistou um título e venceu duas vezes as 500 milhas.

Outro a tomar o mesmo rumo foi Nigel Mansell. Depois de ser campeão em 1992, o britânico também faturou o caneco na Indy no ano seguinte.

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Em 94, voltou para a Fórmula 1 para fazer as duas últimas corridas do ano guiando o carro que era de Ayrton Senna, vencendo a última delas, o que também foi seu último triunfo na categoria.

Mas há também quem fez o caminho inverso. Após ser campeão em 1995, o canadense Jacques Villeneuve obteve o último título da Williams em 1997, após ser vice no ano anterior. Já Juan Pablo Montoya trocou a então CART pela Williams, em 2001. Apesar de vencer algumas corridas, o colombiano não conseguiu ser campeão. Se aventurou ainda na Nascar para depois retornar à Indy e também correrá as 500 milhas deste ano pela Penske.