Diferentemente dos anos anteriores, a #NBA promoverá uma festa para premiar os destaques de sua temporada regular. A festividade está marcada para o dia 26 de junho em Nova Iorque.

O prêmio mais esperado é o de MVP, ou jogador mais valioso da temporada. Ao longo dos anos, a honraria teve como pretexto unir a supremacia individual de um jogador ao sucesso de seu time durante os 82 jogos da campanha, porém, um jogador pode desafiar essa predefinição.

Os favoritos

Russell Westbrook

A saída do ala Kevin Durant para o Golden State Warriors deixou Russell Westbrook livre para reinar no Oklahoma City Thunder. Westbrook bateu a antiga marca da lenda Oscar Roberson com 42 triplos duplos em 81 jogos disputados.

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Além disso, o armador foi o primeiro a garantir uma média triplo-duplo para a temporada desde o próprio Roberson na temporada 1961-62. 31.6 pontos, 10.7 rebotes, 10.4 assistências, 1.6 roubos de bola e 42% de aproveitamento nos arremessos.

A taxa de uso de Westbrook nos ataques do Thunder na temporada 2016-17 foi a maior da história da NBA com 41.7. Ou seja, 41% das jogadas do Thunder acabaram com Westbrook arremessando a bola, recebendo chances na linha de lance livre ou cometendo erros ofensivos. Complementando os 41% de taxa de uso, Westbrook assistiu 57% das cestas de seus companheiros enquanto esteve em quadra. Os números não mentem, se o Thunder chegou aos playoffs, foi TUDO por conta de Westbrook.

Porém, o Thunder chegou à pós-temporada em sexto lugar na conferência Oeste com 47 vitórias.

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A última vez que a NBA elegeu um MVP fora das três primeiras colocações de sua conferência foi na temporada 1981-82, quando o pivô Moses Malone conquistou a honraria ao vencer apenas 46 jogos com o Houston Rockets. Serve de alento a histórica temporada de Malone na época. O jogador teve médias de 31.1 pontos, 14.7 rebotes e 51% de aproveitamento nos arremessos de quadra.

A NBA está divida. Como premiar a histórica e única temporada de Russell Westbrook sem deturpar o sistema de votação estabelecido?

James Harden

O “Barba” está de novo na briga. Após sentir-se injustiçado com a derrota para Stephen Curry na temporada 2014-15, James Harden teve a melhor temporada da carreira sob o comando de Mike D’Antoni. 29.1 pontos, 11.2 assistências, 8.1 rebotes, 1.5 roubos de bola e 44% de aproveitamento nos arremessos de quadra. O técnico famoso pelo Seven Seconds or Less que consagrou Steve Nash no Phoenix Suns chegou ao Houston Rockets na offseason e seu primeiro ato foi transformar Harden no armador principal da equipe.

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Liberdade ofensiva não seria o suficiente. D’Antoni e o gerente geral Daryl Morey montaram um elenco 100% para pensado em Harden. Ryan Anderson, Eric Gordon, Patrick Beverley, Clint Capela, Trevor Ariza, o brasileiro Nenê Hilário e posteriormente o ala Lou Williams. Todos são ótimos jogadores para compor um elenco, ideais se você tiver um superastro disposto a fazer todos jogarem.

Em uma temporada, o Rockets subiu da oitava para a terceira posição na conferência Oeste. De 41 para 55 vitórias na temporada regular. Tais números somados às médias de Harden seriam suficientes para dar o prêmio para o ala-armador, se não fosse por Russell Westbrook.

Harden liderou a NBA em assistências por partida, além de ficar no top 5 da liga em minutos jogados, arremessos de três pontos convertidos, lances livres acertados e pontos. O jogador de 27 anos também liderou a estatística de Win Shares, fator que decidiu quatro dos últimos cinco MVP’s. Curiosamente, a última vez que um jogador liderou a estatística de Win Share e não levou a honraria para casa foi na temporada 2014-15, quando o próprio Harden ficou a frente e perdeu para Stephen Curry.

Considerando o sistema de votação, James Harden é o favorito. Porém, quebrar o sistema nunca foi tão plausível.

MVP’s no ano errado

LeBron James e Kawhi Leonard completam o top 4 da corrida pelo MVP. Muitos consideram que James é “subvalorizado” nas votações, uma vez que seus times venceram pelo menos 55% de seus jogos desde 2006-07. Nas últimas três temporadas, LeBron foi votado apenas 11 vezes em primeiro lugar, apesar de ter terminado entre os três primeiros em todas as ocasiões. Com 26.4 pontos, 8.6 rebotes, 8.7 assistências, 1.2 roubos de bola e 54% de aproveitamento nos arremessos de quadra, LeBron teve a melhor temporada desde seu retorno ao Cleveland Cavaliers.

Leonard se tornou uma máquina de fazer pontos. Com prêmios de MVP das finais e duas vezes melhor defensor da liga, o jogador do San Antonio Spurs melhorou sua média de pontos pela quinta temporada consecutiva, subindo de 21.2 para 25.5. Leonard quebrou ou igualou sua melhor marca de pontos em uma partida 12 vezes na temporada, finalizando com 41 pontos na vitória sobre o Cleveland Cavaliers.

Kawhi terminou em quarto lugar na no ranking de Win Shares com 1.4 a menos que James Harden, porém, o astro do Spurs foi o único jogador no top 6 de Win Shares defensivos e ofensivos, números que evidenciam como o jogador é o mais influente em ambos os lados da bola entre os principais concorrentes.

Isaiah Thomas, Stephen Curry e Kevin Durant também tiveram temporadas dignas de MVP, porém, em um ano recheado de atuações históricas, os três receberão votos para o terceiro lugar no máximo. #Esportes #Basquete