Após perder a oportunidade de disputar a final da Copa São Paulo de Futebol Jr. e ser rebaixado à quarta divisão do Campeonato #Paulista, o Paulista de Jundiaí deve ter seu estádio colocado a leilão. Decretado pelo juiz da 3ª Vara do Trabalho de Jundiaí, Jorge Luiz de Souto Maior, o leilão do Estádio Jaime Cintra será realizado com o objetivo de gerar renda para que o Paulista Futebol Clube possa pagar seus ex-funcionários e jogadores, em uma dívida acumulada em cerca de R$ 1,5 milhão. Ele está marcado para quinta-feira (28).

Dentre os jogadores envolvidos no processo estão nomes como do goleiro Adinam e do volante Matheus Galdezani.

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O clube tem um total de 19 processos trabalhistas.

Não é a primeira vez que o clube da cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, enfrenta problemas deste tipo. Entretanto, de acordo com o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente de Administração do Paulista, Cláudio Levada, em outras ocasiões o problema foi resolvido antes que houvesse a oportunidade para a realização de leilão.

O estádio que o time utiliza para realizar seus jogos foi penhorado no começo de 2013, quando foi entregue à Justiça do Trabalho pelo clube como forma de garantia de pagamento de dívidas trabalhistas. Na época, os processos contra o clube somavam R$ 3,5 milhões.

Entretanto, o fato de a equipe não permanecer na série A-1 do Campeonato Paulista a fez ter que entregar seu estádio. Para amenizar a atual situação até que o problema fosse resolvido, o clube tentou novamente conseguir o tombamento do estádio e evitar que algo que possa danificar a construção.

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Para isto, o clube realizou reuniões com membros do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (Compac). O conselho inseriu o Estádio Jayme Cintra na lista do Inventário de Proteção do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipacc), fato que não impede a venda da atual casa do Galo do Japi, porém a protege.

O clube também tentou suspender o leilão de sua casa, com o argumento de que as execuções deveriam todas estar agrupadas na 2ª Vara Trabalhista, onde fica o “condomínio de credores”. Torcedores também se manifestaram nas últimas semanas, quando compareceram à Câmara Municipal de Jundiaí para pedir aos vereadores e para o prefeito, Luiz Fernando Machado, que interviessem na preservação do Jayme Cintra, considerado um patrimônio de Jundiaí.

Avaliado em R$ 35 milhões, o Estádio Jayme Cintra poderá ser arrematado por 50% deste valor, R$ 17,5 milhões. O evento deve ocorrer no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas (SP). #PaulistadeJundiai #Paulistão