Em 2010, o #Goleiro Bruno foi preso. Em 2013, condenado a 22 anos e 3 meses em regime inicial fechado pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, sua ex-namorada e também pelo sequestro e cárcere privado do filho, Bruninho.

Depois de seis anos e meio preso, o goleiro conseguiu a liberdade graças a um habeas corpus concedido em fevereiro passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, o goleiro cumpria pena na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Logo que conseguiu a liberdade, Bruno foi contratado por um time de futebol de Minas Gerais, o Boa Esporte, o que gerou uma grande polêmica nas redes sociais e entre os patrocinadores do time.

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Mas nesta terça-feira (25), por 3 votos a 1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão de fevereiro do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, e determinou que o atleta retornasse imediatamente à #Prisão.

O ministro Alexandre Moraes herdou os processos de seu antecessor, por isso se tornou relator do processo de Bruno ao assumir a vaga de Teori Zavascki, morto num acidente de avião em janeiro.

Em fevereiro, o ministro Marco Aurélio concedeu o habeas corpus alegando que Bruno tinha direito à liberdade enquanto aguarda o resultado dos recursos à condenação, pois não existia culpa formada e o goleiro já está preso há 6 anos e 7 meses. Segundo o ministro, nada justificava o fato e que “a complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória”.

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No julgamento desta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso do goleiro, disse que não identificou excesso de prazo nem inércia do Poder Judiciário. Após analisar o processo, o ministrou julgou defendeu a volta à prisão. Ele argumentou a soberania do veredito do júri popular e destacou que o goleiro é réu confesso.

Ele afirmou também que o “caso era complexo, com uma série de recursos não só do Ministério Público, mas também da defesa”. Com a revogação do habeas corpus pelo STF, um novo mandado de prisão contra Bruno foi expedido.

O goleiro se apresentou espontaneamente no fim da tarde desta terça-feira em uma Delegacia Regional de Varginha (MG). Ele foi liberado, mas deve se apresentar ao juiz da Vara de Execuções Penais de Varginha, Oilson Hoffman, nesta quarta-feira (26). Só depois a Justiça vai decidir para qual presídio ele será levado. #Esporte