Primeira fase de competições #Futebolísticas longas e abrangentes quase sempre pega o torcedor de surpresa ao apresentar clubes modestíssimos, que frequentam raramente os grandes torneios, o qual muitos nunca ouviram falar. Alguns desses clubes, até pela penúria dos orçamentos, acabam ficando na memória mais pelos nomes de batizo inusitados do que pela qualidade do futebol que apresentam.

Eis alguns deles:

Jorge Wilstermann: muito mais que o funcionário do mês

Não, não se trata do presidente fundador do clube ou um ex-cartola, nem sequer jogou profissionalmente pela agremiação, também não foi um investidor caridoso que doou soma fundamental para os cofres do clube.

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Jorge Wilstermann Camacho foi um grande... piloto.

O primeiro piloto civil boliviano a integrar a aviação comercial. Também foi um herói de guerra com mais de 700 mil quilômetros de voo na guerra do Chaco, disputa envolvendo bolivianos e paraguaios por território com farto ouro negro. Em 1936, morreu em acidente aéreo.

E o que ele tem a ver com a equipe de futebol?

Ocorre que o clube foi fundado por trabalhadores da Lloyd Aéreo Boliviano, companhia que empregava Jorge, e decidiu-se prestar homenagem ao herói nacional colocando o seu nome no aeroporto da cidade de Cochabamba e no clube que representava a operadora aérea.

Muitas e boas amizades fazem dos homens Milionarios

Los Milionarios é um time de expressão na Colômbia, o segundo maior vencedor do país e se orgulha de ser um dos três times da divisão principal que jamais foi rebaixado.

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Mas nunca conseguiu se equiparar com os grandes times do continente, e vez e outra consegue alcançar posições intermediárias na Libertadores.

O clube não foi fundado com este nome, que surgiu na crônica esportiva colombiana em forma de adjetivo devido as contratações de jogadores de peso concretizadas pela agremiação.

Mas não pense que a equipe foi fundada por realezas e baronatos e que sempre contou com grandes investimentos. Foi formada por universitários que por muitos anos não definiam o nome oficial. O clube chegou até se chamar Club Municipal Deportivo por fazer parceria com o município de Bogotá.

A semente para a idealização do nome em que fez fama ocorreu com a chegada do técnico argentino Fernando Paternoster, em 1937. O portenho, que chegou a jogar a copa de 1930, tinha muitos contatos espalhados pelo continente e usou de sua influência para atrair vários jogadores de renome e montar um time estrelado. O apelido surgiu quando um dos atletas, que empresariava companheiros de time, exigiu que os salários dos colombianos fossem equiparados aos dos estrangeiros, obrigando a cartolada a se virar para conseguir investidores e aumentar exorbitantemente a folha salarial.

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Em 1939, o clube foi refundado já com a alcunha de Municipal de Los Milionários.

Descansando da Cerâmica com uma pelada

“Os Barrentos”, apelido do Cerâmica AC tão logo o seu nascimento na cidade gaúcha de Gravataí, foi uma iniciativa dos funcionários de uma fábrica de cerâmica, certo? É... quase.

De fato o clube foi fundado pelos trabalhadores de uma fábrica, mas a empresa não se dedicava somente a essa atividade. O departamento de cerâmica era apenas um dos 3 setores da Indústria de Conservas Farrapos Ltda, a pleno vapor em 1950.

E a ideia de estabelecer um clube não foi imbuída por grandes pretensões dos funcionários, que só queriam um local de descontração para se distraírem durante o horário do almoço. Como os clubes da cidade, Paladino e Alvi-Rubro, estavam lotados, decidiram eles próprios formar uma instituição.

O nome surgiu como apelido por causa do segmento ceramista da fábrica, mas acabou ganhando gosto popular e se firmando como o nome oficial do time interiorano. #História #Curiosidades