O Tribunal de Justiça do Paraná não aliviou para os envolvidos na briga ocorrida no clássico entre Paraná Clube e Atlético Paranaense, ocorrida no dia 9, no segundo duelo válido pelas quartas de final do campeonato estadual, disputado na Vila Capanema. As penas variam de 9 a 4 partidas e a diretoria do Furacão entrará com pedido de efeito suspensivo.

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Pivô de toda a confusão, o goleiro Weverton pegou pena de 8 partidas, enquanto que seu companheiro de time, o atacante Douglas Coutinho, sofreu um gancho ainda maior: 9 jogos.

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O Atlético ainda foi multado em 3 mil reais, mas por conta de seus torcedores terem usado sinalizadores. O Paraná Clube foi absolvido da acusação de provocar desordem.

Pelos lados do Tricolor a pena maior foi dada ao atacante Nathan, que agrediu o goleiro atleticano. Ele ficará suspenso por 7 partidas, bem como seu companheiro, o lateral-esquerdo Sydinei. Warleson, do Atlético, e Felipe Alves, do Paraná, pegaram 4 jogos de suspensão.

Em meio às disputas das semifinais, o Atlético tentará um efeito suspensivo para a partida de volta, diante do Londrina, neste domingo (23), fora de casa. Caso não consiga, o técnico Paulo Autuori terá apenas Santos como único goleiro à disposição, tendo que recorrer à base para ter um reserva para a posição.

A briga

Ao final do empate em 0 a 0, resultado que garantiu ao Furacão uma vaga nas semifinais do Campeonato Paranaense, o goleiro Weverton teria provocado a torcida do Paraná Clube, atitude reprovada pelos jogadores adversários, que, enfurecidos, partiram para cima do rubro-negro, dentre eles Nathan, que também acabou suspenso.

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Não demorou muito para a comissão técnica dos dois times aderirem ao festival de selvageria que se transformou o campo de jogo. Veja o vídeo abaixo.

Após o tumulto, o goleiro campeão olímpico se defendeu, alegando que não provocou os torcedores adversários e que estava apenas comemorando a classificação de sua equipe para as semifinais. “Acabou o jogo, comemoro do jeito que eu quiser”, disse na ocasião. O fato de o jogador ter colocado a mão no ouvido foi visto como um gesto provocativo por parte dos atletas paranistas.

O goleiro esteve no julgamento e em sua defesa disse que foi hostilizado pela torcida adversária desde o momento que entrou no gramado para realizar seu aquecimento. Ele negou ainda que tivesse agredido algum jogador do Paraná, voltando a afirmar ainda que sua atitude foi para comemorar a classificação de sua equipe e não provocar os torcedores. #Paraná #Briga #atlético-pr