É quase impossível falar do Grande Prêmio de Ímola sem relacioná-lo à morte de Ayrton Senna, que nesta segunda-feira (1) completa 23 anos. Porém, na véspera do fatal acidente do brasileiro, outro piloto, praticamente com mesma idade, mas sem os holofotes, perderia a vida naquela mesma pista: o austríaco Roland #Ratzenberger.

O circo da #Fórmula 1 ainda se refazia do acidente ocorrido no treino oficial de sexta-feira, que por pouco não vitimou o então jovem Rubens Barrichello - posteriormente ele disse em entrevista que, segundo os médicos, ficou morto por seis minutos -, quando o esporte sofreu seu pior choque dos últimos anos.

Publicidade
Publicidade

As imagens da transmissão oficial (veja o vídeo abaixo) mostravam o inglês Damon Hill buscando fazer uma volta rápida quando repentinamente foi cortada para a Simtek de Roland Ratzenberger totalmente destruída deslizando pelo asfalto. A bordo, um piloto descordado, com seu capacete indo de um lado a outro.

O choque a mais de 300 quilômetros por hora provocou diversas fraturas e a morte instantânea do piloto de 33 anos. No entanto, o óbito foi oficialmente confirmado depois do encerramento do treino. Veja o vídeo:

Um aerofólio quebrado fez o piloto perder o controle do carro e se chocar violentamente contra um muro de concreto na Curva Villeneuve. O impacto foi tão forte que abriu um buraco no cockpit do carro, projetado para proteger o piloto de acidentes.

A carreira

Em uma época em que pilotos entram cada vez mais cedo na Fórmula 1, é difícil imaginar que um estreante acima dos 30 anos de idade, mas na década de 1990 isso ainda era comum.

Publicidade

Depois de passagens pela F-3 britânica e da F-3000 japonesa, além de ótimo desempenho na Le Mans Séries, onde em 1993 teve seu melhor desempenho com um quinto lugar na classificação geral e uma vitória, finalmente em 1994 Ratzenberger teve a chance de correr pela principal categoria do automobilismo mundial.

O carro da pequena Simtek nem de longe daria condições dele lutar pelas primeiras colocações ou pelos pontos, mas já era um começo. Seu companheiro de equipe seria nada menos que David Brabham, filho do grande piloto Jack Brabham.

Sua primeira corrida seria o Grande Prêmio do Brasil, porém o piloto não conseguiu tempo suficiente para classificar para a corrida e acabou ficando fora. Na etapa seguinte, o Grande Prêmio do Pacífico, ele viria a disputar sua única corrida na carreira. Largou na penúltima posição e chegou em um honroso 11º lugar. A etapa seguinte seria a de seu fatal acidente.

Cerca de 250 pessoas acompanharam seu funeral, que teve a presença do então presidente da FIA (federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley. A equipe Simtek ainda correria por todo o restante da temporada, mas após os cinco primeiros GPs de 1995 encerraria suas atividades por falta de patrocínio. #Senna