Eduardo Baptista está fora do #Palmeiras. Uma reunião da diretoria alviverde nesta noite decretou a saída do técnico do comando do clube. Na quarta-feira, o Verdão não teve boa atuação e perdeu por 3x2 para o Jorge Wilstermann, da Bolívia, fora de casa, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores da América. Baptista nunca foi unanimidade entre os torcedores palmeirenses.

Uma das grandes dificuldades de Baptista foi superar a forte sombra feita por Cuca. Campeão brasileiro com o Palmeiras no ano passado, Cuca optou por se desligar e não seguir mais no comando da equipe por motivos pessoais. Em cinco meses de 2017, o profissional não pegou nenhum outro trabalho e, ao menos na teoria, segue livre no mercado.

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O filho do experiente Nelsinho Baptista chamou a atenção do Palmeiras no ano passado por ter feito uma boa campanha com a Ponte Preta, que não perdeu para o Verdão nos dois jogos do Campeonato Brasileiro. Mas, curiosamente, foi a Macaca que eliminou o Palmeiras de Eduardo Baptista no Paulistão. Com um 3x0 em Campinas e uma derrota por 1x0 no Allianz Parque, a Ponte tirou o Porco na semi do estadual.

Na Libertadores, a campanha do Palmeiras em termos de números é muito boa, mas contrasta com o desempenho em campo. Vale lembrar que as vitórias em casa contra Peñarol e Jorge Wilstermann vieram no sufoco e no último lance de jogo. Ainda assim, o time paulista lidera sua chave com 10 pontos e tem tudo para se classificar na rodada final, em casa, dia 24, contra o Atlético Tucumán, da Argentina.

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Atual campeão nacional, o Palmeiras investiu muito para a temporada de 2017 e buscou nomes badalados como Felipe Melo, Guerra e Borja, além dos reforços do mercado interno como Willian Bigode, Michel Bastos, Keno e Raphael Veiga. Com tanto material humano de qualidade, Baptista vinha convivendo com muitas críticas por não conseguir fazer o elenco render o máximo.

Essa foi a segunda grande experiência de Eduardo Baptista em um grande clube do futebol brasileiro. Além de ter feito bons trabalhos no Sport Recife e na Ponte Preta, ele teve uma oportunidade no Fluminense entre 2015 e 2016, mas durou pouco e não chegou a ter muito destaque.

Talvez o momento de Baptista que vá ficar na memória dos palmeirenses seja a coletiva áspera que deu após a vitória sobre o Peñarol, na quarta-feira passada. Aos gritos, ele dizia que era homem e que exigia respeito, em referência a uma coluna do jornalista Juca Kfouri, que o chamou de "maleável".