Na noite de terça-feira (23), a #Chapecoense entrou em campo precisando não somente de uma vitória contra o Zulia, da Venezuela, mas, principalmente, de uma vitória nos tribunais da #Conmebol para recuperar os pontos retirados pela entidade e avançar para as oitavas de final da Copa Libertadores da América.

A Chape venceu por 2 a 1 o time venezuelano, mas, por enquanto, segue eliminada da competição.

Entenda o caso

No dia 17 de maio, a Chapecoense enfrentou o Lanús da Argentina, na casa do adversário, no estádio Néstor Díaz Pérez, na cidade de Lanús, e venceu a partida com um gol no fim do segundo tempo, marcado por Luiz Otávio.

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O jogador, contudo, estava suspenso da partida e não poderia ser escalado.

A Chapecoense alega que não foi alertada pela entidade, que afirma ter enviado um e-mail com a notificação da suspensão para o time brasileiro. A Chape afirmou não ter sido notificada em nenhum dos e-mails oficiais e que a entidade utilizou um e-mail antigo, somente acessado depois da partida em questão.

A Chapecoense chegou a ser informada no vestiário, antes da partida, sobre a punição, porém não acatou e escalou o jogador, que foi fundamental para a vitória da equipe.

O tribunal da Conmebol se reuniu e decidiu pela punição do time brasileiro, com a retirada dos pontos da vitória, decretando o Lanús como vencedor da partida com um placar de 3x0, seguindo o regulamento.

Agora, resta a Chape recorrer da decisão e tentar convencer a entidade sul-americana a reconsiderar e devolver os pontos retirados, o que faria a Chape somar pontos o suficiente para avançar de fase.

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Caso não haja uma virada nos tribunais, a Chapecoense ficará com o terceiro lugar no Grupo 7 da #Libertadores e terá, como prêmio de consolação, uma vaga na Copa Sul-americana deste ano.

O jogo contra o Zulia

A Chapecoense foi pra cima do time venezuelano desde o início da partida, com Apodi e Rossi se aproveitando da fraca marcação e amplos espaços cedidos na lateral direita do ataque catarinense.

Apesar da pressão e do apoio da torcida da Chapecoense, que compareceu em peso na Arena Condá, quem abriu o placar foi o Zulia, com Arango, em jogada de Unrein, que fez um carnaval dentro da área da Chapecoense e cruzou rasteiro para Arango apenas empurrar para o fundo das redes.

O Zulia estava buscando, a todo custo, o empate com a Chape, pois esse resultado daria à equipe venezuelana a vaga na Copa Sul-americana. Por isso, desde o início do jogo, jogaram recuados e fazendo cera. Com o gol marcado, a quantidade de cera ficou ainda maior, a equipe venezuelana tentou amarrar o jogo o máximo possível.

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Após o gol, a Chape começou a pressionar mais ainda o time venezuelano, o encurralando em seu campo de defesa, mas parou 3 vezes na trave com Wellington Paulista, Douglas Grolli e Túlio, além de uma cabeçada salva em cima da linha fatal pelo zagueiro Plazas do Zulia.

Aos 25 minutos do segundo tempo, o Zulia ficou com um jogador a menos, após a expulsão de Bello, lateral esquerdo.

No finzinho do jogo, já aos 45 minutos, a Chapecoense fez o que parecia impossível e virou a partida. Aos 45, Arthur aproveitou um rebote e fez o primeiro da Chapecoense. No minuto seguinte, em cruzamento, a Chape conseguiu a virada com o gol de cabeça de Andrei Girotto.