Um dos maiores ídolos do América F.C. e um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro teve a sua biografia lançada no sábado passado (13), na Rua do Ouvidor, Centro do Rio de Janeiro, num evento promovido pela Livraria e Edições Folha-Seca.

O livro "Alex Coração Americano" foi escrito pelo catarinense #Silvio Kohler, torcedor do clube, que também esteve presente no evento.Vários torcedores, inclusive de outros clubes, foram prestigiar o lançamento do livro.

#Alexandre Kamianecky, ou simplesmente Alex, nasceu em Hannover, Alemanha, no ano que a Segunda Guerra Mundial terminou. Foi um zagueiro-central tido como referência no futebol brasileiro, pela alta técnica e disciplina exemplar.

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Defendeu o América do Rio por mais de 12 anos, atuando em 673 jogos entre 1967 e 1979. Naturalizado brasileiro, integrou a lista dos 40 pré-convocados para a Copa de 1970, mas inexplicavelmente foi cortado, não indo ao México. Também teve a chance de ter ido à Copa de 1974, mas também, de modo inexplicável, não foi convocado.

Pelo seu espírito de liderança, Alex também foi capitão do time por praticamente toda sua carreira no América. Apesar de inúmeras propostas para se transferir para outros grandes clubes do Brasil, o camisa 3 rejeitou a todas, querendo permanecer no seu time de coração. Pelo clube alvi-rubro conquistou a Taça Guanabara em 1974, num grande time que ainda constavam Edu Coimbra, irmão de Zico, e outros craques como Ivo Wortmann, Bráulio e Orlando Lelé.

Em sua admirável carreira, enfrentou mega-craques como Pelé, Zico, Jairzinho e Rivelino, contudo jamais machucou um colega de profissão, primando pela lealdade.

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Ganhou o Prêmio Belfort Duarte em agosto de 1977, o ´qual é concedido pela Confederação Brasileira de Futebol a atletas de futebol que tivessem em suas respectivas carreiras ao menos duzentos jogos oficiais sem sofrer expulsões ao longo de no mínimo dez anos, algo inimaginável para um defensor. Bem como jamais machucou um colega de profissão, também jamais sofreu uma contusão séria em sua carreira, ficando fora por um tempo por um problema de hepatite.

No ano de 1980, Alex transferiu-se para o Sport Recife e depois jogou no América FC de Natal conquistando o título. Em 1981 foi campeão maranhense pelo Moto Club de São Luís. Em 1982, encerrou sua brilhante carreira no São Cristóvão. Uma das cláusulas que Alex quis que constasse em seu contrato com outros clubes foi a de que jamais enfrentaria o América.

Foi imortalizado na Calçada da Fama do Estádio do Maracanã. #américa f.c.