Na última semana, os presidentes dos quatros clubes mais populares do futebol carioca estiveram na sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com representantes do Governo do Estado. Na pauta, uma possível nova licitação do Maracanã, algo desejado pelo Flamengo, mas questionado por Fluminense, Vasco e Botafogo, que não concordam com o fato de o Rubro-Negro ser o único responsável pela administração do "Maior do Mundo". Após horas reunidos, não houve um consenso e foi marcado outro encontro para o próximo dia 09 de maio.

Visivelmente incomodado com essa indefinição, o mandatário do Fluminense, Pedro Abad, em entrevista concedida ao O Dia On-Line, voltou a levantar a hipótese de construir-se um estádio próprio.

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"É uma intenção do #Fluminense ter um estádio próprio. Pode ser um pouco maior caso não se tenha o interesse em jogar tantos jogos no Maracanã, mas é um objetivo que nós estamos buscando", declarou o presidente do Tricolor das Laranjeiras, único a, no momento, ter um contrato assinado, válido por 35 anos, para usar o Maracanã quando tiver mando de campo.

No final do ano passado, ainda durante o processo eleitoral no clube, o então presidente Peter Siemsen, no lançamento oficial da chapa de Pedro Abad, confirmou o recebimento de garantias, por parte da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, sob a administração de Eduardo Paes, para o erguimento de um novo estádio, que também ficaria localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do rio, a pouco mais de 1km do Centro de Treinamento Pedro Antônio.

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Palco de grandes histórias do futebol brasileiro e internacional, o Maracanã se tornou um problema para os clubes cariocas desde o fim de sua última reforma, em 2013. Ao longo desses quatro anos, o local esteve, por vários momentos, fora das possibilidades de uso por parte das agremiações, especialmente durante a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio. Outro ponto de reclamação é o alto valor das taxas cobradas pela Odebrecht, atual concessionária do local.

Vasco e Botafogo, por terem estádios próprios (São Januário e Engenhão, respectivamente), não sofreram muito com a ausência do Maracanã. Já a dupla Fla-Flu teve grande trabalho para minimizar os prejuízos financeiro e técnico. No caso do Tricolor, a alternativa foi firmar um convênio com o América-RJ e utilizar as dependências do Giulite Coutinho, em Édson Passos, distrito do Grande Rio. #Maracanã #PaixãoPorFutebol