Uma das maiores novidades do futebol brasileiro no início desta temporada, a contratação de Rogério Ceni como treinador do São Paulo está em acalorada discussão. Era fácil imaginar que os questionamentos sobre o ex-goleiro na nova função seriam muitos, mas as três eliminações seguidas no primeiro semestre de 2017 e o início com derrota no Brasileirão lançaram ainda mais dúvidas sobre o trabalho do novo técnico, tanto da imprensa como dos torcedores.

Depois de um início promissor em 2017, onde, apesar da irregularidade defensiva, a equipe apresentava um bom futebol, três eliminações seguidas, contra o Corinthians no Campeonato Paulista, contra o Cruzeiro na Copa do Brasil, e contra o Defensa y Justicia na Copa Sul-Americana, a inexperiência do ex-goleiro são-paulino no cargo de treinador começa a despertar muitos questionamentos.

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O peso da figura pessoal do mito são-paulino sempre demarcou os limites das críticas direcionadas a ele. Adorado pela torcida e muito respeitado pelos dirigentes do clube, Rogério Ceni sempre foi considerado pela imprensa nacional como o técnico com maior segurança no emprego nesta temporada.

Dois exemplos recentes para esse tipo de comparação são Argel Fucks, ex-treinador do Vitória, e Eduardo Baptista, ex-técnico do Palmeiras. Os dois treinadores, apesar da boa campanha geral no ano, não suportaram a pressão do cargo e acabaram sendo demitidos precocemente.

Além das falhas coletivas, que entram na conta do treinador, muitas falhas individuais minam os resultados positivos do tricolor. Junte a isso a queda de rendimento de jogadores fundamentais para o esquema de Ceni, como o jovem Luiz Araújo e mais recentemente o peruano Cueva, considerado por muitos a única mente pensante no grupo do São Paulo.

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A derrota por 1 a 0 frente ao Cruzeiro, no Mineirão, na estreia do Campeonato Brasileiro, fez crescer a insatisfação e as criticas na imprensa e começou a atingir alguns torcedores, antes defensores ferrenhos do técnico são-paulino.

Até agora, a diretoria, o elo mais forte para a permanência de Rogério Ceni no comando da equipe, demonstra não estar no clima de desconfiança vivido fora do clube. Com a qualidade do atual elenco de jogadores do São Paulo, seria utópico pensar que uma proposta de jogo tão ousada como a praticada pelo treinador fosse dar certo em quatro ou cinco meses de trabalho.

Apostou-se nas ideias do novato, a diretoria tem obrigação de sustentá-lo no cargo o máximo possível, talvez só uma temporada na zona do rebaixamento seja motivo suficiente para os atuais mandatários do tricolor cogitarem uma saída de Rogério do posto. #FutebolBrasileiro #RogérioCeni #São Paulo FC