O Corinthians faz neste domingo (6), contra a Ponte Preta, em sua arena, o segundo e decisivo duelo da final do Campeonato Paulista. Após vencer o jogo de ida, na semana passada, por 3 a 0, em Campinas, o Timão tem larga vantagem, podendo perder por até dois gols de diferença. No entanto, nem sempre sair na frente no primeiro jogo da decisão é garantia de título para o alvinegro.

Nos últimos 25 anos, em três ocasiões quando venceu a primeira partida de uma decisão, a equipe ficou sem a taça de campeão. Abaixo listamos como isso aconteceu.

1993 – Imitação de porco e soco na mesa

Em 1993 o #Corinthians era considerado a terceira força do estado em comparação a um São Paulo recém-coroado campeão mundial interclubes e de um #Palmeiras totalmente reforçado após a parceria com a Parmalat.

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Dirigido por Nelsinho Baptista, o Timão somou os mesmos 39 pontos que o São Paulo na primeira fase (na época vitória ainda valia dois pontos), mas ficou atrás do Tricolor nos critérios de desempate. O líder foi o Palmeiras, que na metade da competição passou a ser dirigido por Vanderlei Luxemburgo.

Na segunda fase, quando foram formados dois quadrangulares, o Corinthians caiu em um grupo complicado, que além do próprio São Paulo ainda tinha o Santos e o Novorizontino (que não é o atual, chamado Grêmio Novorizontino). Mesmo em uma chave complicada, o Timão conseguiu se sobressair nos clássicos e se classificou para a final contra o Palmeiras, que na outra chave venceu todos os jogos, obtendo o dobro de pontos que o Guarani, o segundo colocado.

No primeiro jogo da decisão, o Corinthians surpreendeu, vencendo por 1 a 0, com gol de Viola.

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O camisa 9 corintiano na comemoração decidiu provocar o rival, imitando um porco. A brincadeira pegou mal no lado verde e isso por usado pelo técnico Luxemburgo para motivar seus jogadores para o jogo de volta. Em uma reunião fechada, os jornalistas que estavam do lado de fora ouviram palavras duras do treinador contra seus jogadores, com direito a socos na mesa. O esporro deu resultado e no jogo de volta, vitória 3 a 0 no tempo normal, 1 a 0 na prorrogação e o fim de uma espera de 18 anos sem título.

1998 - Raí estraga a festa

Em 1998 os lados se inverteram. Vanderlei Luxemburgo era técnico do Corinthians e Nelsinho Baptista dirigia o São Paulo, adversário do Timão na decisão daquele ano. Na primeira fase o Corinthians terminou em primeiro lugar de seu grupo, sem sofrer nenhuma derrota. O adversário das semifinais era a Portuguesa e o segundo jogo foi marcado pelo erro grotesco do árbitro argentino Javier Castrilli, que marcou um pênalti inexistente contra a Lusa, que até então vencia a partida por 2 a 1 e se classificava para a final.

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O gol de empate anotado por Rincón levou o timão para a decisão.

No primeiro jogo da final o Corinthians ficou bem perto do bicampeonato, e de forma invicta, ao bater o São Paulo por 2 a 1. Porém na semana que antecedeu o jogo de volta, o Tricolor acertou a contratação de Raí, que retornava ao Morumbi após cinco anos defendendo do PSG. E o jogador fez valer sua condição de carrasco corintiano, marcando dois gols na vitória do São Paulo por 3 a 1 e dando o título para o Tricolor.

2008 – Gol sofrido em casa pesou

Em 2008 o Corinthians juntava os cacos após ter sido rebaixado para a Série B no ano anterior. Dirigido por Mano Menezes, paralelo a boa campanha na segunda divisão nacional o Timão ia avançando na Copa do Brasil até chegar à decisão contra o Sport. No primeiro jogo, disputado no Morumbi, os paulistas chegaram a abrir 3 a 0, mas no final sofreu um gol, que viria a fazer muita diferença no jogo da volta, quando Leão fez 2 a 0 e deu ao Nordeste o primeiro título da Copa do Brasil. #Paulistão