Tarde de 31 de julho de 1988. Com um gol na prorrogação do então jovem e desconhecido Viola, o Corinthians vencia o Guarani por 1 a 0 em pelo estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, e faturava seu 20º título do Campeonato Paulista. Naquele mesmo dia teria início uma estranha coincidência que durará pelo menos até 2018.

Apesar de ter conquistado os títulos mais importantes de sua história em anos pares - Mundial de Clubes da FIFA e Libertadores em 2012, Mundial da FIFA em 2000 e seu primeiro e segundo títulos de Campeão Brasileiro em 1990 e 1998 -, as outras nove conquistas de título estadual do #Corinthians, após 1988, ocorreram apenas em anos ímpares, sendo a última delas nesse domingo (8), com o empate em 1 a 1 diante da Ponte Preta.

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Depois de ser vice em 1991 e 1993 (olha os anos ímpares aí de novo), ao ser derrotado na final por São Paulo e #Palmeiras, respectivamente, o Timão levaria novamente a taça de campeão paulista em 1995, em uma histórica decisão contra o Palmeiras, com direito a gol na prorrogação. No ano seguinte, o time passou longe do título ao não ser páreo para o ataque dos 102 gols do Palmeiras, campeão com sobras.

Em 1997, através de parceria com um banco, foi o Corinthians que se reforçou, pegando novamente de volta o título ao vencer um quadrangular que tinha São Paulo, Palmeiras e Santos. A escrita dos anos ímpares ficou muito perto de ser quebrada em 98, mas Raí apareceu na última hora para estragar o bicampeonato invicto do Corinthians nos segundo jogo da decisão.

Já em 99, recheado de grandes estrelas, o alvinegro foi novamente campeão em cima do Palmeiras naquele jogo que ficou marcado pela pancadaria envolvendo os dois times após provação do atacante Edílson.

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O título também serviu para amenizar um pouco a frustração da eliminação da Libertadores para o maior rival. No ano 2000, a única coisa boa mesmo foi o título mundial em janeiro, já que o resto da temporada foi marcada por nova eliminação para o Palmeiras na Libertadores, queda para o São Paulo nas semifinais do Paulista e péssima campanha na Copa João Havelange.

Em 2001, o Corinthians tornou a vencer uma final contra um time do interior, desta vez o Botafogo de Ribeirão Preto, mas a campanha, que começou com derrota atrás de derrota, seguida de uma impressionante arrancada rumo ao título, foi marcada mesmo pelo gol de Ricardinho, no último lance da partida das semifinais contra o Santos, que levou o time para a decisão. No ano de 2002, os times grandes não jogaram o estadual, optando por disputar o Torneio Rio São Paulo, vencido pelo próprio Corinthians. Porém, em 2003, novamente estava o Corinthians na decisão para derrotar o São Paulo nos dois jogos finais. Com o quinto título em oito anos, surgiu a famosa frase: “Ano sim, ano não, o Timão é campeão”.

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No entanto, os anos seguintes foram o do “não”. A equipe do Parque São Jorge só voltaria a ser campeã estadual em 2009 e de forma invicta, diante do Santos, contando com atuação de gala de Ronaldo no primeiro jogo da decisão, disputado na Vila Belmiro. Dois anos depois, em 2011, novamente estavam os dois times jogando a final, mas dessa vez o Peixe se deu melhor. Seguindo com a escrita dos anos ímpares, os dois alvinegros voltaram a se enfrentar – pela terceira vez em cinco temporadas – na decisão de 2013, quando o Timão levou o troféu em plena Vila Belmiro, e seguir com o tabu dos anos ímpares, que em 2017 ganhou mais um capítulo com a conquista diante da Macaca. #Paulistão