Trazido no meio do ano passado com a dura missão de substituir o então ídolo Fred, que, depois de sete temporadas, deixou o clube para reforçar o Atlético-MG, Henrique Dourado demorou a justificar os R$ 6,6 milhões investidos pelo #Fluminense junto ao Vitória de Guimarães, de Portugal. Nos seis primeiros meses, só balançou as redes por duas vezes, mas, em 2017, desencantou e, até o momento, é o artilheiro tricolor na temporada com 20 gols, nove deles no atual Campeonato Brasileiro, marca que lhe garante, por enquanto, o rótulo de principal goleador do certame. Essa fase boa do camisa 9 gerou uma preocupação na torcida em caso de uma proposta vinda até do futebol brasileiro, especialmente por conta da grave situação financeira por que atravessa a agremiação das Laranjeiras.

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No entanto, além de ele já ter estourado a carga máxima de sete partidas para se transferir a outro participante da Série A, na época de sua contratação, foi assinada uma cláusula que praticamente assegura o Flu desse “risco”.

Segundo o adendo do vínculo, o Fluminense terá a obrigação de pagar ao Mirassol, clube do interior de São Paulo e que foi responsável pela ida do Ceifador ao futebol europeu, 4 milhões de euros (aproximadamente R$ 15 milhões) em uma transação nacional, mesmo em caso de troca-troca, tornando, assim, qualquer negociação praticamente inviável.

Além do documento de garantia, o contrato de Dourado tem outra particularidade. Por ocasião do negócio, o então presidente tricolor, Peter Siemsen, assinou como fiador. Logo, qualquer exigência não cumprida no acordo recaem sobre o ex-mandatário, que, em dezembro de 2016, teve de responder pelo atraso da última parcela de R$ 2,6 milhões do pagamento ao Vitória de Guimarães.

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Alheio aos bastidores, Dourado vem treinando para manter a fase positiva. Em entrevista concedida antes da atividade de terça, realizada no CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, o centroavante assegurou o desejo de permanecer nas Laranjeiras até o fim de compromisso, previsto para 2020.

“Quero fazer minha história e uma imagem de um cara que deixou o seu legado, títulos, marcas e, acima de tudo, um grande profissional. Minha cabeça está aqui", disse, suscintamente.

Contando que a bola de Henrique Dourado permaneça balançando as redes, o Fluminense realizou, na tarde desta quarta, novamente no CT Pedro Antônio, o seu último trabalho antes do confronto de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana na quinta, às 21h45 (de Brasília), no Maracanã, diante da Universidad Católica, do Equador. Pelo Brasileirão, o próximo desafio é na segunda, às 20h (de Brasília), contra a Chapecoense, partida que marca o retorno do Tricolor ao Giulite Coutinho, em Édson Passos, distrito da cidade de Mesquita, região metropolitana do Rio de Janeiro. #PaixãoPorFutebol #Mercado da bola