Além do importante compromisso das 20h (de Brasília), no Maracanã, diante do Atlético-PR, que pode valer a liderança provisória do Campeonato Brasileiro em caso de vitória, o Fluminense tem um fato bem relevante de sua história para celebrar nesta terça. Foi em um dia 6 de junho, no ano de 2007, que o Tricolor quebrava um jejum de mais de duas décadas sem conquistar um título nacional ao levantar aquela #Copa do Brasil.

Em grupo praticamente sem grandes estrelas, o principal jogador era o meia Carlos Alberto, atleta revelado no próprio clube das Laranjeiras e que, na ocasião, vinha de empréstimo do Wolfsburg, da Alemanha.

Publicidade
Publicidade

Também se destacavam o experiente atacante Alex Dias (ex-Vasco, Goiás e São Paulo), o apoiador Cícero e o zagueiro Thiago Silva. No entanto, couberam ao centroavante Adriano Magrão e ao então zagueiro Roger (atual técnico do Atlético-MG), os protagonismos daquela campanha

Para trazer a Copa do Brasil ao seu Salão Nobre, o Flu teve que suar muito. Ao todo, três técnicos passaram pelo banco: Paulo César Gusmão, Joel Santana e, finalmente, Renato Gaúcho, que assumiu nas quartas-de-final e possibilitou a festa verde, grená e branca.

Depois de passar pela ADESG, do Acre, com duas vitórias (2 a 1, em Rio Branco e 6 a 0, no Rio) na primeira fase, encarou o América-RN e, mesmo sendo derrotado por 1 a 0 em pleno Maracanã, garantiu a classificação pelo gol fora de casa, uma vez que, em Natal, venceu por 2 a 1.

Publicidade

Veio a terceira fase e, novamente, o Tricolor se favoreceu por ter balançado as redes como visitantes. Contra o Bahia, ficou no 1 a 1 no Maracanã, mas, na Fonte Nova, arrancou a classificação com um empate de 2 a 2.

Nas quartas-de-final, o adversário era o Atlético-PR. No Rio, novo tropeço: empate de 1 a 1. A decisão ficou para a Arena da Baixada. Foi, então, que começou a surgir o primeiro heroi tricolor. Nas Laranjeiras desde o ano anterior e praticamente encostado no grupo, o centroavante Adriano Magrão saiu do banco de reservas e, na metade final do segundo tempo, aproveitando rebote, fez o gol da vitória de 1 a 0 e da vaga nas semifinais.

Para chegar até a final, o #Fluminense precisava superar a zebra Brasiliense. Na ida, em um Maracanã lotado, o drama de não vencer em casa parecia se repetir quando a equipe do Distrito Federal abriu o placar, mas Thiago Silva, Alex Dias e Adriano Magrão colocaram 3 a 1 no placar. Warley ainda fez o segundo dos candangos, porém, Carlos Alberto, em pênalti polêmico, garantiu os 4 a 2 e a vantagem de poder até ser derrotado por um gol de diferença no jogo de volta para estar na decisão.

Publicidade

Na Arena do Jacaré, em Taguatinga, Allan Delon, logo no início, colocou o Brasiliense à frente do marcador. Bastava mais um gol que o sonho do inédito título acabava para o Fluminense. O alívio veio aos cinco minutos do segundo tempo. Após tabelar com Alex Dias, Arouca cruzou da direita para o predestinado Adriano Magrão, de peixinho, estufar as redes.

Chegou a final e nova surpresa pela frente: o Figueirense. Mais uma vez, a torcida tricolor lotou o Maracanã no primeiro jogo e saiu um pouco decepcionada. Na metade do segundo tempo, depois de muito pressionar, a equipe das Laranjeiras acabou sendo surpreendida com um belo chute de Henrique. Nos acréscimos, porém, em escanteio batido pela direita, Thiago Neves avançou e, de dentro da área, tocou para o meio. Comprovando a sua estrela, Adriano Magrão estufou as redes, garantindo o empate de 1 a 1.

O capítulo final aconteceria no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, onde o Figueirense, então dirigido pelo saudoso Mário Sérgio e que precisava apenas de um 0 a 0, jamais havia sofrido gols ao longo daquela Copa do Brasil. Por conta disso, a certeza de vitória era grande por parte dos torcedores locais. Apesar disso, o Fluminense, apoiado pela sua galera, tanto que veio do Rio quanto de alguns habitantes da própria capital catarinense, não se intimidou e, logo a um minuto, desfez a vantagem do adversário. Em lateral vindo da esquerda, Júnior César lançou na área, a zaga rebateu, mas a bola sobrou para Adriano Magrão. O atacante girou rápido e cruzou. A defesa do Figueirense tentou fazer a linha do impedimento, mas a bola sobrou para Roger. Com muita tranquilidade, o quarto-zagueiro, que só jogou porque Luís Alberto, o titular da posição, sofreu um problema médico, dominou no peito e, na saída do goleiro Wilson, mandou para o fundo da meta.

A partir daí, o Figueirense, conhecido pelo seu forte poderio defensivo, teve que se expôr, mas o Fluminense soube segurar a pressão e, em determinados momentos, poderia, inclusive, ter ampliado o placar. Com o apito final de Héber Roberto Lopes, um misto de alegria e desabafo. Era o grito entalado na garganta após 25 anos, o reencontro de um time com o cenário das grandes conquistas nacionais.

Depois da Copa do Brasil, o Fluminense alcançou os vices da Taça Libertadores de 2008 e da Copa Sul-Americana de 2009, perdendo ambas as finais para a LDU, do Equador e, nos anos de 2010 e 2012, dois títulos de Campeonatos Brasileiros. #PaixãoPorFutebol