Tarde chuvosa de 20 de junho de 1999, estádio do Morumbi. Corinthians e Palmeiras estavam mais uma vez frente a frente para o penúltimo capítulo de uma acirrada série de duelos que marcou aquela temporada e o ápice da tensão chegou ao seu ponto mais alto, naquele jogo de volta da decisão do Campeonato Paulista. A partida, que não chegaria ao seu minuto 90 terminaria da forma mais lamentável possível, com os dois times protagonizando uma verdadeira batalha campal. O jogador que acendeu o pavio pagaria caro por sua atitude, porém foi através dela que o mundo do futebol viu surgir uma jovem estrela com a camisa da Seleção Brasileira.

Semanas antes o #Palmeiras havia eliminado o #Corinthians (a primeira das duas), na Taça Libertadores da América nas cobranças de pênaltis e na semana que antecedeu ao novo encontro levantado a taça.

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O Corinthians enxergava na conquista estadual em cima do rival uma forma de salvar a honra e amenizar a frustração. Pelos lados do Palmeiras nem mesmo a derrota no jogo de ida por 3 a 0 (quando o Verdão usou time misto visando poupar os principais jogadores para a decisão do torneio continental) parecia preocupar os jogadores do time. Alguns, até como forma de provocar os alvinegros, entraram em campo com os cabelos pintados de verde.

Como era de se esperar, os ânimos não eram nada amistosos, como em um lance em que o zagueiro Cléber quase quebrou o Marcelinho Carioca no meio em uma entrada violenta e acabou recebendo cartão vermelho.

Mas também houve espaço para o bom futebol. Aos 34 minutos Marcelinho tabelou com Ricardinho e precisou chutar duas vezes para abrir o placar. A vantagem corintiana, no entanto, durou pouco mais que dois minutos, tempo que Evair precisou para deixar tudo igual após passe açucarado de Paulo Nunes.

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E o Verdão passaria à frente ainda no primeiro tempo, quando aos 40 minutos, após cruzamento na área, o goleiro Maurício saiu muito mal do gol e a bola se ofereceu para Evair fazer o segundo dele e virar o marcador.

No segundo tempo o jogo seguiu quente e o Corinthians, aproveitando o fato de ter um jogador a mais, foi para cima e chegou ao empate aos 28 minutos, quando Ricardinho entrou driblando na área e serviu Edílson, que soltou o pé para marcar o último gol daquela competição. Mas o Capetinha ficaria marcado naquela tarde por outro fato, que até hoje é reverenciado por uns e condenado por outros.

Logo após o gol, o Corinthians recuperou a posse de bola e trocava passes no meio de campo, até que Edílson resolveu fazer malabarismo com a bola em pleno jogo em andamento. O deboche despertou a ira do lateral Júnior, que foi para cima do corintiano, assim como Paulo Nunes, que sofreu o revide do camisa 10. O que se viu depois foi um festival de correria, bate-boca e xingamentos. Sem condições de prosseguir com o jogo, o árbitro Paulo César de Oliveira encerrou o jogo.

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A atitude não agradou também ao então técnico da Seleção Brasileira Vanderlei Luxemburgo, que cortou o atacante do elenco que disputaria a Copa América. Para seu lugar foi convocado um jovem jogador do Grêmio, chamado Ronaldinho, que – ainda sem seus característicos cabelos longos -, se apresentou para o mundo ao fazer um golaço contra a Venezuela. No final da história, tanto Edílson quanto Ronaldinho estava na Copa do Mundo. E Luxemburgo não. #Briga